Metaverso reúne Roblox, pressão na Meta e Dante Alighieri
O metaverso avança com experiências de entretenimento, projetos culturais e desafios tecnológicos. Nesta semana, a Roblox lançou um evento de Halloween, enquanto uma exposição em Nápoles revisita a obra de Dante Alighieri. Ao mesmo tempo, a Meta enfrenta pressão financeira e regulatória enquanto amplia seus investimentos em inteligência artificial e realidade aumentada.
Jogos, inteligência artificial e cultura impulsionam experiências imersivas
Roblox reúne personagens de terror em The Hollow
A Roblox anunciou The Hollow, evento de Halloween que reúne personagens conhecidos de suas experiências de terror. A atividade começou em 22 de outubro e ficará disponível até 2 de novembro de 2026. Na maioria das regiões, a experiência compartilhada de sobrevivência atende usuários com mais de nove anos.
Durante nove dias, o cenário central evolui e recebe um novo labirinto diariamente. A cada etapa, surge um monstro de jogos como DOORS, Piggy, Dandy’s World e The Mimic. Assim, os participantes precisam encontrar pistas, explorar os ambientes e escapar das criaturas para obter recompensas e itens para seus avatares.
Em 31 de outubro, o evento terá uma atividade especial ao vivo. Mesmo depois da transmissão, os jogadores poderão conquistar recompensas até 2 de novembro. Com isso, a Roblox busca conectar comunidades distintas por meio de exploração, sobrevivência e entretenimento sazonal.
Meta enfrenta sanção e preserva crescimento publicitário
Um tribunal do Novo México determinou que a Meta pague uma sanção de US$ 25 bilhões. A decisão relaciona a penalidade à forma como a empresa tratou dados pessoais e informou usuários no caso Cambridge Analytica. Entretanto, a companhia liderada por Mark Zuckerberg recorrerá da sentença, o que impede uma definição imediata sobre o desembolso.
Apesar disso, o negócio de publicidade da Meta mantém um desempenho sólido. Nos primeiros nove meses de 2026, o lucro líquido da companhia cresceu 39%. Já a receita do terceiro trimestre avançou 26% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostram a força comercial das plataformas da empresa. Contudo, compromissos judiciais e gastos tecnológicos podem pressionar a rentabilidade futura. Nesse contexto, a Meta precisa conciliar seus projetos de inovação com maior controle financeiro.
Muse Wonder amplia pressão sobre investimentos em IA
Susan Li, diretora financeira da Meta, alertou para os efeitos econômicos de um eventual fracasso do Muse Wonder. Alexandr Wang, responsável pelo Meta Superintelligence Labs, relatou a preocupação no podcast Cheeky Pints, apresentado por John Collison. Segundo Wang, Li afirmou em uma reunião executiva que o projeto precisava entregar resultados diante dos recursos comprometidos.
O Muse Wonder integra a nova geração de modelos de inteligência artificial da Meta. Nesse conjunto, os modelos podem executar tarefas complexas, usar ferramentas e competir com as principais plataformas do mercado. Contudo, o resultado comercial dependerá da adesão dos usuários e da capacidade de monetizar essas funções.
A preocupação ganhou força após os altos gastos da antiga aposta da Meta no metaverso. Para 2026, a empresa projeta investimentos de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões. Nesse cenário, os recursos atenderão à infraestrutura de inteligência artificial e às principais operações da companhia.
Dante Alighieri ganha percurso digital em Nápoles
Desde 22 de outubro, a Città della Scienza, em Nápoles, recebe a exposição Dante Inferno: Immersive Exhibition. A mostra combina literatura clássica com instalações cenográficas, hologramas, realidade virtual e ambientes digitais. Assim, os visitantes percorrem cenários que representam o Inferno de Dante Alighieri.
O trajeto começa na Selva Escura e segue por ambientes inspirados na Divina Comédia. Durante a experiência, uma versão holográfica de Dante e a narração do ator italiano Luca Ward acompanham o público. Depois, o percurso chega à Sala dos Espelhos e retoma o verso: “e então saímos para rever as estrelas”.
A proposta usa recursos visuais e participativos para aproximar novas gerações de uma obra central da literatura universal. Dessa maneira, a exposição mostra como tecnologias associadas ao metaverso podem ampliar a divulgação cultural. Com isso, narrativas tradicionais ganham novas possibilidades de exploração e interação.
Mark Zuckerberg projeta menor dependência dos celulares
Mark Zuckerberg mantém sua aposta em óculos inteligentes e realidade aumentada como protagonistas da interação digital. Na visão dele, esses dispositivos podem assumir, na próxima década, várias funções hoje exercidas pelos smartphones. Consequentemente, os usuários dependeriam menos das telas dos celulares.
A estratégia da Meta prevê integrar informações, comunicações e serviços ao campo de visão dos usuários. Combinados à inteligência artificial, os óculos poderiam oferecer rotas, conteúdos e assistência contextual. Por outro lado, a adoção cotidiana exige preços acessíveis, maior autonomia, designs leves e respostas às preocupações sobre privacidade.
Por enquanto, o fim dos smartphones permanece uma projeção, e não uma certeza. Ainda assim, os investimentos da Meta indicam uma tentativa de impulsionar uma computação pessoal mais integrada ao ambiente físico. Como resumiu Arthur C. Clarke, “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”.
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