IREN cai 21%, mas Wall Street projeta alta de 228%
A IREN fechou a sexta-feira cotada a US$ 24,90, com queda de cerca de 2% no dia. Com isso, a ação acumulou recuo superior a 21% em cinco pregões. Ainda assim, Wall Street mantém uma visão amplamente otimista sobre a empresa.
Queda da IREN amplia volatilidade da ação
Durante a semana, a ação tocou US$ 25,58, valor então apontado como uma nova mínima de 52 semanas. Em 12 meses, o papel acumula desvalorização de 46%. A preocupação com os altos custos de financiamento nos setores de neocloud e tecnologia impulsionou as vendas. Depois, a cotação encerrou a sexta-feira abaixo daquela marca.
Fonte: Knockout Stocks.
De acordo com dados da InvestingPro, a companhia apresenta beta de 4,27, mais de quatro vezes a média do mercado. Por isso, a ação tende a registrar oscilações muito mais intensas que os principais índices. O índice de força relativa, conhecido como RSI, também indica uma condição de sobrevenda.
A mínima de 52 semanas em US$ 25,58 ocorreu antes do encerramento da sexta-feira. Na sessão, a IREN perdeu US$ 0,61 e fechou cotada a US$ 24,90. Já no pós-mercado, o papel permaneceu praticamente estável no mesmo valor. Assim, o fechamento ficou abaixo da mínima registrada anteriormente.
Analistas destacam contratos de nuvem e energia
Richard Choe, analista do JPMorgan, elevou sua recomendação para a ação e aumentou o preço-alvo de US$ 46 para US$ 65. Conforme a estimativa apresentada, o novo alvo representa potencial de valorização de cerca de 155%. Na avaliação de Choe, a IREN tornou-se uma empresa relevante no segmento de neocloud.
O analista afirmou que a companhia passou a obter condições substancialmente melhores para capacidade de GPUs e fornecimento de energia. Além disso, os preços dos contratos de nuvem voltados à inteligência artificial avançaram de US$ 10 a US$ 15 por watt. Agora, esses valores variam entre US$ 15 e US$ 20 por watt ou mais.
A empresa também assinou um contrato plurianual de serviços de nuvem com a Anthropic. Enquanto isso, Gregory Lewis, do BTIG, reiterou sua recomendação de compra e o preço-alvo de US$ 80. O analista destacou os 5 gigawatts de capacidade energética potencial da IREN.
Lewis avalia que o controle da cadeia de suprimentos diferencia a companhia de seus concorrentes. Primeiro, a IREN garante terrenos, constrói data centers e assegura o fornecimento de energia. Depois, a empresa adquire capacidade de GPUs e outros equipamentos necessários para suas operações.
Parte do mercado mantém postura cautelosa
Kevin Dede, analista da Jones Trading, recomenda a manutenção da ação. Embora tenha citado a ampla base de clientes, ele classificou alguns fatores como polarizadores. Por sua vez, Dede apontou a menor qualidade desses clientes como um possível risco.
Alexander Haissl, da Rothschild Redburn, também adota uma postura cautelosa. O analista mantém recomendação neutra e estabeleceu preço-alvo de US$ 40 para a ação. Segundo Haissl, os investidores já incorporaram à cotação os riscos e os retornos prováveis da IREN.
No total, Wall Street classifica a IREN como compra forte, com oito recomendações de compra e duas de manutenção nos últimos três meses. O preço-alvo médio alcança US$ 82,56, o que indica potencial informado de valorização de cerca de 228%. Dessa forma, o consenso dos analistas permanece muito acima da cotação atual.
Ao mesmo tempo, a análise de valor justo da InvestingPro classifica a ação como subavaliada. Os analistas também esperam que a empresa registre lucro neste ano. Para o ano fiscal de 2027, a previsão aponta lucro por ação de US$ 0,40.
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