Bitcoin: Willy Woo simula topo de US$ 413 mil em 2028
O analista on-chain Willy Woo divulgou 10 mil trajetórias simuladas para o Bitcoin. O modelo apontou uma mediana de US$ 413 mil para o pico em dezembro de 2028. No entanto, o próprio Woo alertou que o resultado não representa uma previsão de preço.
A simulação usa um modelo de caminhada aleatória treinado com o histórico do BTC. Além disso, o cálculo considera a redução gradual dos retornos a cada ciclo. No momento citado, o Bitcoin era negociado a US$ 79.770.
10 mil possíveis trajetórias futuras.
Uma simulação de caminhada aleatória treinada com Bitcoin e que considera a degradação dos retornos segundo uma lei de potência.
Ela é otimista. Acho razoável considerar entre o 28º e o 50º percentil.
Ou seja, o topo de 2028 ficaria entre US$ 241 mil e US$ 413 mil.
É uma simulação, não minha previsão.
Modelo projeta 10 mil trajetórias para o Bitcoin
Os caminhos projetados mantêm o ritmo de quatro anos observado nos ciclos do Bitcoin. Dessa forma, as linhas indicam um topo entre o fim de 2028 e o começo de 2029. Depois, o modelo aponta uma mínima de mercado baixista em torno de abril de 2030. Em seguida, as projeções mostram outro pico em fevereiro de 2033.
A dispersão entre os cenários, porém, é ampla. Por isso, os valores variam consideravelmente conforme o percentil analisado. Os resultados incluem desde trajetórias mais conservadoras até cenários de valorização acentuada.
| Trajetória | Topo de 2028-29 | Mínima de abril de 2030 | Topo de fevereiro de 2033 |
|---|---|---|---|
| 90º percentil | US$ 1,44 milhão, em março de 2029 | US$ 1 milhão | US$ 5,80 milhões |
| Mediana | US$ 413 mil, em dezembro de 2028 | US$ 234 mil | US$ 1,03 milhão |
| 29º percentil | US$ 241 mil, em dezembro de 2028 | US$ 126 mil | US$ 477 mil |
| 10º percentil | US$ 116 mil, em dezembro de 2028 | US$ 51.900 | US$ 176 mil |
Em fevereiro de 2033, o 90º percentil fica 33 vezes acima do 10º percentil. Ainda assim, o cenário mais pessimista termina 2033 em US$ 120 mil. Já sua mínima de 2030, em US$ 51.900, ficaria cerca de 35% abaixo da cotação mencionada.

Retornos diminuem a cada ciclo
A degradação dos retornos segundo uma lei de potência parte da ideia de que cada ciclo do Bitcoin cresce menos que o anterior. À medida que o mercado aumenta, são necessários mais recursos para alterar o preço. O histórico citado por Woo acompanha essa dinâmica.
O Bitcoin avançou de cerca de US$ 1.150 no topo de 2013 para quase US$ 20 mil no fim de 2017. Isso representou uma alta de 17 vezes. Posteriormente, o pico de US$ 69 mil em 2021 equivaleu a 3,5 vezes o nível anterior.
Em outubro de 2025, o recorde de US$ 126.080 representou apenas 1,8 vez o pico anterior. No gráfico, o parâmetro c de 0,45 define a velocidade dessa redução. Já o método condicionado por fase seleciona cada dia simulado conforme a etapa do ciclo, como alta, topo, baixa ou recuperação.
A mediana de US$ 413 mil ainda parece generosa diante desse histórico. Ela corresponderia a 3,3 vezes o pico de 2025. Em contrapartida, o limite inferior de US$ 241 mil equivale a 1,9 vez o recorde. Esse resultado fica próximo da multiplicação de 1,8 vez observada no ciclo anterior.
Limites do modelo e fatores externos
Woo reforçou que a análise é uma simulação porque o modelo se baseia em preços passados. Assim, o cálculo pressupõe oscilações parecidas e a continuidade do ciclo de quatro anos. Entretanto, o mercado ao redor do Bitcoin mudou.
Os ETFs spot dos Estados Unidos detêm cerca de US$ 102,8 bilhões em Bitcoin. Além disso, a Strategy possui 848.517 BTC. Esses compradores não existiam em ciclos anteriores. Seus fluxos também não seguem necessariamente o halving.
As taxas de juros e a liquidez podem influenciar o cenário. O Federal Reserve elevou os juros em setembro e tomaria uma nova decisão na quarta-feira. De acordo com a análise, todos os topos dos ciclos anteriores ocorreram em contextos de dinheiro fácil.
Também já foram minerados 20,1 milhões dos 21 milhões de bitcoins previstos. Logo, cada halving reduz menos a nova oferta em termos de dólares. Regras regulatórias, concorrência e ameaças técnicas, como a computação quântica, ficam fora do cálculo.
O Bitcoin teve somente quatro ciclos completos. Portanto, as 10 mil trajetórias continuam fundamentadas em apenas quatro topos. O gráfico mapeia possibilidades, sem estabelecer um alvo de preço ou prazo definitivo.
Suportes e resistências no curto prazo
O Bitcoin era negociado a US$ 79.770, com queda semanal de 2,1%. Nesse contexto, o valor permanecia 36,7% abaixo do recorde de outubro de 2025. O preço também estava abaixo da média móvel exponencial de 50 dias, em US$ 80.765.
Os compradores defenderam US$ 79.221 no sábado e novamente na segunda-feira. Por outro lado, a resistência aparecia em US$ 81.480, ponto que interrompeu as recuperações da semana anterior. Acima desse nível, a próxima resistência ficava em US$ 82.850.

| Cenário | Condição | Possível destino do BTC |
|---|---|---|
| Romper para cima | Fechamento diário acima de US$ 81.480 | US$ 82.850, teto da semana anterior |
| Faixa lateral | Manter-se entre US$ 79.221 e US$ 81.480 | Oscilação ao redor da média móvel exponencial de 50 dias, em US$ 80.765 |
| Romper para baixo | Fechamento diário abaixo de US$ 79.221 | US$ 76.382, média móvel exponencial de 200 dias |
Para alcançar o limite inferior da faixa de Woo em 2028, o Bitcoin precisaria triplicar a partir desse nível. No curto prazo, contudo, o mercado observava a sustentação do suporte de US$ 79.221. Esse nível ganhava importância antes da decisão do Federal Reserve na quarta-feira.
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