USDT na Coinbase terá retirada até 30 de outubro
Clientes de varejo da Coinbase no Espaço Econômico Europeu, o EEE, têm até 30 de outubro para retirar USDT e outros 13 tokens. Depois desse prazo, a corretora converterá automaticamente os saldos remanescentes em USDC. A medida afeta apenas os usuários e ativos incluídos na restrição.
A Coinbase já desativou a negociação dos tokens para o público afetado. Portanto, esses clientes não podem mais comprar, vender ou converter os ativos dentro da plataforma. Quem quiser mantê-los deverá transferir os saldos para uma carteira externa compatível.
Coinbase restringe USDT e outros 13 tokens
A Coinbase informou que deixou de oferecer suporte a 14 tokens para clientes de varejo no EEE. Além do USDT, a relação inclui PYUSD, DAI, PAXG e USD1, da WLFI. Também aparecem PAX, GUSD, GYEN, BUSD, UST, RAI, MUSD, USDS e TGBP.
Com isso, os usuários que desejarem preservar esses tokens precisarão movê-los para fora da exchange. A retirada continuará disponível para carteiras externas compatíveis até a data-limite. Caso contrário, a Coinbase converterá os saldos restantes em USDC após 30 de outubro.
A corretora relacionou a decisão ao fim do período transitório do Regulamento de Mercados de Criptoativos, conhecido como MiCA. Esse período terminou em 1º de julho de 2026 para emissores de stablecoins e não recebeu prorrogação. Assim, a empresa deixou de oferecer suporte a stablecoins cujos emissores não possuem autorização sob o MiCA.
Regras do MiCA afetam stablecoins no EEE
Conforme as orientações da Coinbase, a restrição alcança emissores sem autorização de acordo com o MiCA. Por isso, a plataforma retirou as funções de negociação e conversão desses ativos para clientes de varejo no EEE. As transferências para carteiras externas permanecem como alternativa para esses usuários.
A decisão também acompanha ajustes realizados por outras plataformas na Europa. A Revolut, por exemplo, retirou o suporte ao USDT para usuários europeus depois do prazo regulatório de julho. Desse modo, as empresas adaptaram suas ofertas de stablecoins às exigências aplicáveis no bloco.
Embora o USDT seja o nome mais conhecido da lista, a restrição não se limita a stablecoins vinculadas ao dólar. A medida também alcança tokens relacionados ao ouro e à libra esterlina. Nesse contexto, cada cliente deve verificar a compatibilidade da carteira externa antes de solicitar uma transferência.
Multa na Irlanda antecedeu a retirada dos tokens
Na semana anterior ao anúncio, o Banco Central da Irlanda multou a Coinbase Ireland em 3,25 milhões de euros. A penalidade envolveu uma conta usada para manter os recursos dos clientes separados. No entanto, essa conta apresentou déficit diário durante aproximadamente 18 meses.
Em determinado momento, a diferença chegou a 5,2 milhões de euros. Além disso, recursos de 30 grandes clientes foram misturados ao caixa da Coinbase Inc. As informações, contudo, envolvem uma estrutura diferente daquela utilizada para a licença europeia sob o MiCA.
A unidade irlandesa operava com dinheiro eletrônico, enquanto a Coinbase Luxembourg registrou a licença sob o MiCA. Portanto, as duas estruturas representam entidades distintas dentro da operação europeia da empresa. A multa irlandesa e a restrição aos tokens também decorrem de questões regulatórias diferentes.
Para os clientes afetados, o prazo de 30 de outubro continua sendo o ponto central. Até essa data, eles podem transferir os tokens listados para uma carteira externa compatível. Depois disso, a Coinbase converterá automaticamente em USDC os saldos que permanecerem na plataforma.
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