RLUSD mantém emissora separada após banco da Ripple

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A Ripple afirmou que recebeu, em 26 de outubro, a aprovação federal final para criar o Ripple National Trust Bank (RNTB). Contudo, a RLUSD continuará sob emissão da Standard Custody & Trust Company (SCTC). A subsidiária da Ripple opera sob regulação do estado de Nova York.

Assim, a estrutura reúne duas instituições afiliadas com responsabilidades distintas. O novo banco administrará reservas segregadas e atuará como agente fiduciário de garantias. Quando iniciar as operações, também oferecerá custódia fiduciária de ativos digitais.

Por sua vez, a SCTC manterá as obrigações de emissão e resgate da stablecoin. Portanto, a aprovação bancária não transfere automaticamente ao RNTB a responsabilidade pelos tokens em circulação. A mudança adiciona uma nova instituição à estrutura operacional da Ripple.

Emissão permanece sob supervisão de Nova York

A SCTC é uma companhia fiduciária de propósito limitado, supervisionada pelo Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (NYDFS). Já o RNTB atuará como entidade fiduciária federal sob supervisão do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC). Desse modo, cada instituição responderá a um regulador diferente.

Na carta de aprovação condicional de dezembro de 2025, o OCC descreveu o RNTB como prestador de serviços para a SCTC. Dessa forma, o banco não substitui a empresa responsável pela emissão da RLUSD. A distinção também separa a gestão das reservas da obrigação de resgate.

Emitir tokens cria a obrigação de resgatá-los conforme os termos definidos pela emissora. Enquanto isso, administrar reservas envolve gerir os recursos que lastreiam essa obrigação. A função de agente fiduciário, por outro lado, abrange deveres específicos relacionados a esses recursos.

O OCC concedeu aprovação final ao Ripple National Trust Bank. A aprovação cria uma plataforma supervisionada pelo governo federal para apoiar a stablecoin RLUSD e fornecer custódia de ativos digitais a empresas.

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A Ripple declarou que recebeu a aprovação final após a decisão condicional de dezembro de 2025. Entretanto, até 28 de outubro, a página pública de decisões do regulador não exibia a carta final correspondente. A ausência do documento indexado não comprova que a declaração da empresa seja falsa.

Ainda assim, os documentos de abertura e o registro do banco permanecem relevantes. As futuras divulgações de supervisão também ajudarão a acompanhar o início das operações. Esses registros poderão detalhar as condições aplicáveis à instituição.

Capital bancário não integra reserva da stablecoin

A carta preliminar do OCC exigia capital mínimo de nível 1 de US$ 11,7 milhões nos primeiros três anos do RNTB. Além disso, o banco deveria manter pelo menos US$ 5,85 milhões em ativos líquidos elegíveis. O valor corresponde à metade do capital mínimo determinado pelo regulador.

O OCC também exigiu ativos líquidos suficientes para cobrir 180 dias de despesas operacionais. Porém, essas regras tratam da capacidade do banco de sustentar ou encerrar suas próprias operações. Elas não definem o lastro da RLUSD.

Em 22 de outubro, a página de transparência da Ripple registrava US$ 2,3828 bilhões em RLUSD circulante. Na mesma data, as reservas somavam US$ 2,528 bilhões. A diferença de US$ 145,2 milhões representava uma cobertura aproximada de 106,1%.

Esses números não concedem a cada detentor o direito de receber uma parcela proporcional do excedente. Da mesma maneira, o retrato não garante que essa relação tenha permanecido inalterada depois de 22 de outubro. Os valores representam apenas a posição informada naquela data.

A reserva inclui depósitos em dólares, títulos do governo dos Estados Unidos e outros equivalentes de caixa em contas segregadas. A empresa também publica atestações mensais independentes. No entanto, esses relatórios avaliam informações em datas específicas e não monitoram as reservas em tempo real.

Resgate direto exige elegibilidade

Os termos de uso da Ripple diferenciam o detentor de tokens do cliente com conta RippleNet Home e contrato separado. Para comprar ou resgatar RLUSD diretamente com a empresa, o interessado precisa se tornar um cliente elegível. Logo, a simples posse da stablecoin não garante acesso ao canal direto.

Quem mantém RLUSD em uma corretora ou carteira pode não ter acesso imediato ao resgate oferecido pela emissora. O direito pode acompanhar a transferência do token, desde que o novo detentor cumpra os requisitos. Esse usuário também precisa concluir o relacionamento formal de cliente.

Em plataformas de terceiros, a cotação pode ficar acima ou abaixo de US$ 1. Entre os fatores estão liquidez, taxas e condições de acesso ao resgate. A Ripple informa que não garante o preço de US$ 1 em ambientes não afiliados.

A RLUSD não representa um depósito bancário segurado pela FDIC e não constitui moeda de curso legal. Da mesma forma, o banco fiduciário não equivale a um banco comercial tradicional. Não há indicação de que ele oferecerá contas correntes, depósitos comuns ou empréstimos.

BNY amplia custódia institucional de XRP e RLUSD

O BNY atua como principal custodiante dos ativos de reserva da RLUSD desde 2025. Em 27 de outubro, o banco informou que clientes institucionais elegíveis poderiam custodiar XRP e RLUSD em sua plataforma Digital Asset Custody. Com isso, a parceria passou a abranger mais serviços institucionais.

O anúncio do BNY cita estudos sobre novos usos, incluindo financiamento comercial tokenizado. Contudo, o banco ainda explora a criação e o resgate diretos de RLUSD. Até o momento do anúncio, as empresas não divulgaram uma data de lançamento.

A custódia dos tokens de clientes difere da custódia dos ativos mantidos como reserva. No primeiro serviço, o banco guarda XRP ou RLUSD pertencentes ao investidor. No segundo, mantém recursos vinculados à obrigação de resgate da emissora.

A Ripple ampliou a parceria com a Robinhood em stablecoins e infraestrutura financeira. A colaboração envolve RLUSD, Ripple Prime e Ripple Treasury.

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O novo arranjo não transforma RLUSD em XRP, nem exige compras de XRP em valor equivalente às reservas. Embora operações no XRP Ledger usem pequenas quantidades de XRP para taxas e reservas de conta, a RLUSD também circula na Ethereum. Por isso, o lastro não depende de uma aquisição correspondente de XRP.

A expansão da RLUSD pode favorecer os negócios corporativos da Ripple em pagamentos, custódia e garantias. Mesmo assim, o token não concede participação acionária nas receitas ou taxas da empresa. Os detentores mantêm apenas os direitos previstos nos termos aplicáveis à stablecoin.

Supervisões federal e estadual se encontram

O OCC supervisionará o RNTB em áreas como capital, controles de risco, custódia e atividades fiduciárias. Em contrapartida, o NYDFS continuará responsável pela supervisão da SCTC. A empresa seguirá encarregada da emissão da RLUSD e do cumprimento das exigências de lastro.

A aprovação de outubro não altera retroativamente a entidade que emitiu os tokens anteriores. Em vez disso, ela acrescenta uma instituição à operação existente. Por essa razão, os termos datados e eventuais mudanças contratuais continuam relevantes para os usuários.

A estrutura também deverá observar a Lei GENIUS e futuras regras de implementação, conforme as condições mencionadas pelo OCC. Assim, a aprovação não elimina obrigações regulatórias futuras. Também permanecem riscos operacionais, de liquidez, de custódia e de variação de preços em corretoras.

Os próximos pontos de atenção incluem a abertura formal do RNTB e a publicação dos documentos finais de constituição. Atualizações sobre as reservas e possíveis regras de resgate por meio do BNY também serão relevantes. Enquanto não houver mudança formal, a SCTC permanece como emissora da RLUSD sob supervisão de Nova York.

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