Blast recebe oferta inicial de US$ 50 mil da Frontrun
A plataforma de trading de criptomoedas Frontrun.pro apresentou uma proposta pública para comprar a Blast, rede criada pelo cofundador da Blur, Tieshun Roquerre, conhecido como Pacman. A oferta inicial de US$ 50 mil serviria como ponto de partida para uma negociação. A Frontrun afirmou ter uma equipe pronta para trabalhar na rede e investidores interessados em financiá-la caso a venda avance.
A abordagem ocorreu em uma publicação no X em 29 de outubro. Contudo, a Frontrun não identificou a entidade jurídica responsável pela proposta. Também não revelou os nomes dos investidores, o cronograma da operação ou o preço final pretendido. Assim, a mensagem permaneceu como uma manifestação pública de interesse, sem detalhes contratuais.
“Equipe da Blast, vocês considerariam vender a Blast? Temos uma equipe inteira pronta para tornar sua blockchain dez vezes melhor. Também temos vários investidores preparados para colocar dinheiro na Blast, mas vocês precisam vender a empresa primeiro. Estamos prontos para oferecer US$ 50 mil para iniciar o acordo.”
Frontrun.pro, no X.
Proposta condiciona investimentos à venda da Blast
A proposta vinculou o interesse dos investidores à transferência prévia do controle da Blast. Portanto, qualquer aporte dependeria da conclusão da venda. A Frontrun também disponibilizou um endereço de contato específico para discutir a possível aquisição.
O texto não esclareceu se os US$ 50 mil representam uma entrada, uma oferta preliminar ou o pagamento total. Da mesma forma, a publicação não detalhou participação societária, método de pagamento ou ativos incluídos no negócio. Até agora, a Blast não anunciou a aceitação da proposta. As partes também não divulgaram qualquer acordo assinado.
Por outro lado, a Frontrun declarou que poderia tornar a blockchain dez vezes melhor. No entanto, a plataforma não apresentou plano técnico, metas de desempenho ou orçamento para sustentar essa afirmação. A mensagem também não mencionou mudanças nos validadores, na infraestrutura, nos aplicativos ou no BLAST.
Custos superiores à receita motivaram plano de encerramento
No início de outubro, a Blast anunciou um plano para encerrar suas atividades. Segundo a equipe, a manutenção da rede custava mais do que a receita gerada pela solução de camada 2. Por isso, o projeto declarou não enxergar um caminho confiável para alcançar sustentabilidade econômica.
Na ocasião, a equipe pediu que os usuários transferissem seus recursos para a rede principal do Ethereum. O pedido abrangia saldos mantidos no aplicativo web progressivo e fundos depositados diretamente na rede. Além disso, a Blast definiu 26 de outubro como prazo para utilizar sua interface normal de retiradas.
Depois dessa data, os recursos continuariam disponíveis pela interação direta com contratos de ponte no Ethereum. Antes disso, a equipe planejava retirar da Lido os recursos da Blast para reduzir a espera das retiradas a 24 horas. O processo levaria cerca de uma semana, conforme a estimativa divulgada. Durante esse período, as retiradas dos usuários ficariam temporariamente indisponíveis.
Enquanto isso, a página de status da Blast indicava funcionamento normal em 29 de outubro. A mainnet, a produção de blocos, o RPC público e o envio de lotes apareciam como operacionais. Dessa maneira, partes da infraestrutura continuavam ativas durante a execução do plano de encerramento.
Blast acumulou depósitos antes da estreia da mainnet
A Blast começou a aceitar depósitos antes de disponibilizar sua mainnet. Em dezembro de 2023, os depósitos superaram US$ 720 milhões, conforme dados históricos atribuídos à DeFiLlama. Os usuários financiavam contas antecipadamente por meio de um contrato multifirma. Em troca, recebiam rendimentos sobre os recursos depositados.
Naquele período, o projeto combinava rendimento nativo com a expectativa de um airdrop. Entretanto, o modelo inicial recebeu críticas porque a mainnet ainda não estava ativa. Outro ponto de preocupação envolvia a manutenção dos recursos em uma carteira multifirma.
Integração com a Safe terminou em 2025
Em maio de 2025, a Blast encerrou sua integração com a Safe devido a riscos de terceiros e problemas de usabilidade. Depois da mudança, os usuários dessas carteiras passaram a utilizar a interface hospedada da BrahmaFi. Como alternativa, eles poderiam hospedar a própria interface.
Paralelamente, a Blast informou que desenvolvia uma carteira multifirma integrada ao Blast Mobile. A oferta da Frontrun surgiu enquanto a rede executava seu plano de encerramento. Ainda assim, a ausência de termos definitivos impede tratar a proposta pública como uma aquisição concluída.
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