Coinbase frustra estimativas e COIN cai 15%
A Coinbase registrou resultados mistos no terceiro trimestre. No período, a receita atingiu US$ 1,20 bilhão, abaixo dos US$ 1,233 bilhão esperados pelos analistas. Os números constam nos documentos financeiros da empresa.
Por outro lado, a receita de assinaturas e serviços avançou para US$ 570 milhões. A companhia ainda depende fortemente da atividade de negociação para gerar receita. Contudo, as fontes recorrentes continuaram crescendo e ganharam espaço nos resultados.
Participação avança apesar da queda de usuários
Os usuários mensais que realizaram transações somaram 7,4 milhões durante o trimestre. Em comparação, a plataforma registrou 9,3 milhões no mesmo período do ano anterior. Durante a teleconferência de resultados, a empresa atribuiu a queda às condições gerais do mercado.
Ainda assim, a participação da Coinbase no volume de negociação de criptomoedas subiu para 10,7%. Esse foi o quarto trimestre consecutivo de avanço nessa métrica. Assim, a plataforma conquistou uma parcela maior dos negócios, mesmo diante da desaceleração do mercado.
Serviços recorrentes ganham espaço na receita
O EBITDA ajustado chegou a US$ 332,9 milhões no trimestre. Com isso, a empresa completou 15 trimestres consecutivos com resultado positivo nessa medida. Ao mesmo tempo, o negócio de mercados de previsões superou US$ 200 milhões em receita anualizada.
O Coinbase One também alcançou um número recorde de assinantes. Dessa forma, os resultados destacaram o avanço das linhas relacionadas a serviços e assinaturas. Mesmo assim, a negociação de ativos permaneceu como um componente relevante para a companhia.
“Urgente: a Coinbase divulgou a compra de 643 Bitcoin, avaliados em US$ 1,5 bilhão, para seu balanço no terceiro trimestre.”
Brian Armstrong estabelece plano para vender ações
Em documentos divulgados em 30 de outubro, Brian Armstrong informou um plano para vender até 8,17 milhões de ações Classe A. O CEO adotou o programa em agosto, conforme a Regra 10b5-1 da SEC. Essa norma permite que executivos programem antecipadamente as vendas.
As operações poderão ocorrer entre 16 de novembro e outubro de 2027. Entretanto, as vendas dependerão das condições de preço das ações. O cofundador Fred Ehrsam e a presidente Emilie Choi mantêm planos semelhantes.
Juntos, os três programas abrangem aproximadamente 13,6 milhões de ações. Armstrong também realizou vendas em períodos anteriores. O analista Matthew Sigel, da VanEck, acompanhou cerca de US$ 545,7 milhões em vendas durante nove meses, desde abril de 2025.
Segundo Armstrong, as alienações fazem parte de sua estratégia de gestão de risco. Portanto, o executivo não apresenta as operações como um sinal sobre as perspectivas da empresa. Os novos planos seguem o mesmo mecanismo de programação prévia.
Ações da Coinbase recuam com pressão sobre o setor
As ações da Coinbase, negociadas sob o ticker COIN, caíram cerca de 15% no dia. No entanto, o movimento não ocorreu necessariamente em resposta ao relatório trimestral. A pressão coincidiu com uma crise de segurança divulgada pela Binance em 29 de outubro.
A Binance estimou perdas de US$ 6,3 bilhões no incidente. Nesse cenário, o episódio representaria o maior roubo de criptomoedas já registrado. Até agora, parceiros do setor congelaram cerca de US$ 3 bilhões em ativos.
As autoridades alegam que os invasores possuem ligações com a Coreia do Norte. Porém, a Binance não atribuiu formalmente o ataque a nenhum grupo. A corretora também afirmou que não encontrou indícios de vazamento de chave privada de carteira.
Bitcoin e empresas do setor acompanham a queda
A Binance informou que possui US$ 6,34 bilhões em reservas para cobrir as perdas. Os depósitos não sofreram impacto, enquanto a empresa previa retomar os saques em até 48 horas. Contudo, os números permanecem preliminares e apresentam pequenas variações entre as publicações.
O mercado reagiu rapidamente ao cenário. Como resultado, o Bitcoin caiu cerca de 4,5% e ficou abaixo de US$ 77 mil. Enquanto isso, as ações da Strategy recuaram quase 10%, e as da Strive chegaram a cair mais de 12%.
As ações da Coinbase acumulavam queda superior a 55% no ano. Nesse contexto, os resultados trimestrais e o incidente envolvendo a Binance aumentaram a pressão sobre empresas ligadas ao mercado de criptomoedas. O desempenho da COIN refletiu esse ambiente de cautela no setor.
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