Bitcoin: US$ 707 bi em perdas podem atrasar recuperação
O Bitcoin acumulava cerca de US$ 707 bilhões em capital investido no prejuízo. Em contraste, US$ 380 bilhões em posições à vista registravam lucro. Portanto, as perdas predominavam na capitalização da principal criptomoeda.
A métrica reúne dados diários sobre o capital mantido em posições à vista de Bitcoin. Além disso, ela calcula uma média do valor que permanece em lucro ou prejuízo. Assim, o indicador ajuda a medir a pressão financeira enfrentada pelos investidores.

Fonte: Darkfost no X
Capital no prejuízo pressiona o Bitcoin
Segundo o analista Darkfost, o Bitcoin pode precisar de bastante tempo para absorver o volume de capital no prejuízo. O tempo exerce um papel importante durante a saída de um mercado de baixa. Por isso, o mercado pode levar vários meses para recolocar a maior parte desse capital em lucro.
Essa transição costuma anteceder um cenário de expansão do mercado. Quando a maior parcela do capital retorna ao campo positivo, uma corrida de alta pode ganhar força. No entanto, o volume atual de perdas ainda limita esse processo.
Os US$ 707 bilhões em posições negativas correspondiam a quase o dobro dos US$ 380 bilhões mantidos no lucro. Dessa forma, muitos participantes ainda enfrentavam perdas no momento da medição. Esse desequilíbrio reforçava o desafio para uma recuperação mais ampla.
Sentimento do mercado permanece pressionado
Em 2 de novembro, a exchange brasileira Mercado Bitcoin suspendeu transferências após um incidente de segurança. O episódio drenou US$ 40 milhões e ocorreu poucos dias depois do ataque à Binance. Posteriormente, a plataforma retomou os saques, enquanto os depósitos continuaram funcionando.
Ainda assim, o sentimento do mercado permanecia altamente pessimista. O preço do BTC atingiu a mínima de US$ 76.541 na segunda-feira, 2 de novembro. Como resultado, os investidores passaram a observar níveis técnicos importantes com mais atenção.
A zona de demanda próxima de US$ 75 mil surgiu como um suporte relevante. Esse patamar também coincidiu com a base de custo dos detentores de curto prazo. Nesse contexto, traders de swing e investidores de longo prazo acompanham a região.
Endereços ativos de Bitcoin recuam 43%

Fonte: Axel Adler Jr. Insights
O analista Axel Adler Jr. apontou uma queda expressiva na atividade da rede. A média de 30 dias dos endereços ativos atingiu 629 mil. Esse total ficou 43% abaixo do pico de 1,10 milhão registrado em dezembro de 2024.
O comportamento atual também remete ao cenário observado em 2018. Naquele ano, o total caiu 50%, de 1,10 milhão para 547 mil, em apenas três meses. Em contrapartida, a contração iniciada em 2024 se aproxima de dois anos.
A redução dos endereços indica uma retração considerável no uso ativo da rede. Entretanto, o volume de unidades transferidas não acompanhou esse movimento com a mesma intensidade. Desse modo, os dados on-chain revelaram uma diferença relevante entre atividade e movimentação.
Volume de transferências resiste à queda da atividade

Fonte: Axel Adler Jr. Insights
A média de 30 dias do volume diário de transferências de Bitcoin caiu apenas 5,4% desde dezembro de 2024. O volume passou de 865 mil BTC para 819 mil BTC. Logo, a movimentação na blockchain continuou em um patamar comparável.
Enquanto os endereços ativos encolheram de forma significativa, o volume transferido mostrou maior resistência. A rede registrou menos atividade quando medida pelo número de endereços. Apesar disso, a quantidade de BTC movimentada permaneceu próxima dos níveis de dezembro de 2024.
O Bitcoin enfrenta um grande volume de capital no prejuízo e um sentimento pessimista. Ao mesmo tempo, os dados mostram queda nos endereços ativos e relativa estabilidade nas transferências. Esse quadro sugere que a recuperação pode exigir meses para devolver a maior parte do capital ao lucro.
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