Binance: rivais ampliam depósitos após hack de US$ 6,3 bi

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Exchanges rivais, como Bybit e Bitget, registraram forte alta nos depósitos depois do hack de US$ 6,3 bilhões contra a Binance em 29 de outubro. O movimento coincidiu com uma suspensão de saques que durou quase três dias. Com isso, clientes da maior exchange de criptomoedas do mundo enfrentaram restrições para transferir recursos a plataformas concorrentes. Os dados, contudo, não confirmam que os novos depósitos partiram diretamente de usuários da Binance.

Segundo a empresa de análise on-chain Bitquery, os endereços que enviaram recursos às carteiras Ethereum da Bybit cresceram 142%. Esse total chegou a 31.539 entre 29 de outubro e 1º de novembro, ante 13.038 no período equivalente da semana anterior. Além disso, a plataforma recebeu cerca de US$ 239 milhões em depósitos de stablecoins na Ethereum, contra US$ 95 milhões anteriormente. Já o valor mediano dos depósitos caiu para aproximadamente um terço, indicando maior participação de carteiras menores.

Suspensão de saques abre espaço para exchanges rivais

Na rede TRON, os endereços depositantes da Bybit avançaram 71% e chegaram a 68.192. Enquanto isso, a Bitget registrou aumento de 130% nesses endereços, alcançando 10.274. As entradas de USDT na Bitget subiram de US$ 66 milhões para US$ 87 milhões no intervalo comparável. Portanto, concorrentes offshore da Binance apresentaram atividade mais intensa durante a interrupção.

A OKX também atraiu mais recursos no período analisado. Na Ethereum, a exchange contabilizou US$ 432 milhões em depósitos de stablecoins, quase o triplo dos US$ 155 milhões da semana anterior. Na TRON, as entradas cresceram de US$ 357 milhões para US$ 528 milhões. Entretanto, a quantidade de endereços depositantes nessa rede permaneceu relativamente estável.

Coinbase registra reação mais moderada

A Coinbase apresentou alta de 17% nos endereços depositantes na Ethereum, totalizando 12.327. Esse número ficou apenas 2% acima do nível registrado duas semanas antes. Por isso, a Bitquery considerou a variação dentro da faixa normal da plataforma. Ainda assim, a volatilidade elevada do mercado pode ter contribuído para os depósitos adicionais nas exchanges.

Binance retoma saques em 1º de novembro

Após o ataque, as transações de saída caíram 99,8% em 206 carteiras identificadas da Binance. A análise abrangeu cinco blockchains. O volume passou de cerca de 1,19 milhão de transações em 54 horas comparáveis para apenas 2.248. Além disso, os pagamentos a clientes em várias blockchains relevantes pararam poucos minutos após o início do incidente. Uma semana antes, essas carteiras processaram cerca de US$ 3,7 bilhões em pagamentos de stablecoins durante o mesmo intervalo.

A Binance começou a reabrir os saques às 06:00 UTC de 1º de novembro. Em seis horas e meia, a empresa restaurou os serviços em 15 redes e ativos. Nas primeiras nove horas e meia, a exchange processou US$ 4,65 bilhões em saques e US$ 1,01 bilhão em depósitos. Assim, as saídas líquidas somaram aproximadamente US$ 3,64 bilhões, equivalentes a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos informados anteriormente.

Depois do pico inicial, a empresa afirmou que os volumes de saque começaram a se estabilizar. No entanto, outras redes e ativos ainda precisavam passar por testes de segurança. Por outro lado, usuários com recursos fora da Binance puderam transferi-los para plataformas concorrentes durante a suspensão. Já os clientes que dependiam dos saques da exchange tiveram de aguardar a retomada do acesso.

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