Tether tem cerca de 150 mil Bitcoin, diz Paolo Ardoino
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que a empresa possui cerca de 150 mil Bitcoin. A declaração ocorreu durante uma apresentação no Plan B Forum, em Lugano. Pelo preço reportado em 3 de novembro, essa posição valeria aproximadamente US$ 11,5 bilhões. No entanto, o executivo não detalhou como os Bitcoins estão distribuídos entre as entidades do grupo.
Paolo Ardoino detalha exposição da Tether
Durante a apresentação, Ardoino disse que a empresa mantém “mais ou menos 150 mil Bitcoin”. Na ocasião, ele abordava o apoio da companhia ao Bitcoin e seus investimentos em mineração. A declaração aparece na apresentação no Plan B Forum. Contudo, o CEO não informou quando a Tether adquiriu os Bitcoins.
A Tether compra Bitcoin há vários anos como parte de sua estratégia financeira. Há cerca de três anos, a companhia anunciou uma política regular de aquisição do ativo. A empresa destinaria até 15% dos lucros operacionais líquidos realizados para essas compras. Portanto, a exposição citada por Ardoino segue uma estratégia divulgada anteriormente pela companhia.
Além disso, a Tether investe em operações relacionadas à mineração de Bitcoin. Esses projetos reforçam o envolvimento corporativo da empresa com o setor. Ainda assim, Ardoino não apresentou uma divisão entre reservas, investimentos próprios e outras estruturas do grupo. Dessa maneira, a composição exata da posição permanece indefinida.
Relatório mostra Bitcoin nas reservas do USDT
Em 30 de outubro, a Tether publicou seu relatório mais recente de reservas, referente a 30 de setembro. O documento reúne os recursos que respaldam o USDT e detalha as principais classes mantidas pela empresa. Nele, a companhia registrou cerca de US$ 8,37 bilhões em Bitcoin. Assim, o texto-base estima que essa parcela corresponda a aproximadamente 100.060 BTC.
Esse total fica abaixo dos cerca de 150 mil BTC citados pelo CEO. Dessa forma, a diferença sugere que a declaração considera uma exposição corporativa mais ampla. Parte dos Bitcoins pode estar separada das reservas diretamente associadas ao USDT. Ainda assim, a empresa não confirmou essa distribuição durante a apresentação.
Por isso, cerca de 50 mil BTC permanecem sem uma classificação pública clara na comparação entre os números. Ardoino também não identificou as entidades responsáveis pela custódia dessa parcela. Além disso, o executivo não informou as datas ou os preços das respectivas aquisições. Logo, o mercado ainda não consegue determinar o custo total da posição mencionada.
Investimentos próprios permanecem separados
A Tether mantém investimentos proprietários de longo prazo separados das reservas vinculadas aos seus tokens. Entretanto, a apresentação não esclareceu como esses investimentos se relacionam com os 150 mil BTC. O relatório de reservas também não oferece uma divisão completa de todas as posições corporativas. Com isso, a comparação permite identificar a diferença, mas não explica sua origem.
Títulos do Tesouro lideram as reservas
Por outro lado, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos representam a maior parcela das reservas. Ao fim de setembro, a exposição direta e indireta atingiu US$ 132,4 bilhões. O valor consta no relatório divulgado pela Tether. Enquanto isso, o Bitcoin manteve uma participação menor na estrutura que respalda o USDT.
Os ativos totais das reservas somavam US$ 191,45 bilhões no encerramento do período. Já os passivos alcançavam US$ 183,50 bilhões. Como resultado, a companhia registrou um excedente líquido de aproximadamente US$ 7,95 bilhões. Na comparação, o saldo superou os US$ 4,11 bilhões contabilizados em junho.
Nesse contexto, a declaração de Ardoino indica uma posição em Bitcoin superior à parcela apresentada nas reservas do USDT. Por sua vez, os títulos do Tesouro continuaram como o principal componente da estrutura. Ainda faltam detalhes sobre a origem, as compras e a custódia de parte dos Bitcoins. Até uma explicação adicional, a diferença entre os números permanece sem uma classificação pública precisa.
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