Binance: tokens menos líquidos atrasam reposição após roubo

•

Em atualização de 2 de novembro, a Binance afirmou ter reposto cerca de 95% do montante afetado pelo roubo. Por isso, aproximadamente 5% ainda permaneciam pendentes. A parcela restante envolve tokens com menor liquidez. A empresa precisa de mais tempo para comprá-los nas quantidades necessárias.

Para recompor as reservas, a corretora realiza compras no mercado e operações de balcão. Além disso, a companhia trabalha com parceiros do setor. Ainda assim, a baixa liquidez limita a velocidade dessas aquisições. A Binance declarou que assumirá o impacto financeiro sem transferir as perdas aos usuários.

Recuperação da Binance avança em etapas distintas

A Binance programou uma nova fase de saques para começar às 04:00 UTC de 3 de novembro. No entanto, a corretora ampliaria a disponibilidade de forma gradual. Cada combinação de ativo e rede depende de verificações de segurança e prontidão. Assim, a reposição das reservas não libera automaticamente todas as retiradas.

Na prática, financiar as compras, obter os tokens e restabelecer as rotas de saque são processos diferentes. A corretora reportou o índice de 95% em 1º de novembro e o repetiu no dia seguinte. Conforme a atualização, os 5% restantes estavam fora dos dez tokens já cobertos. Desse modo, o percentual não indica quantas redes voltaram a funcionar.

Indicadores medem fases diferentes da recuperação

A reposição, a prova de reservas e a reabertura de redes medem etapas distintas. O índice de 95% não representa a quantidade de rotas liberadas. A data da prova também limita o alcance da verificação.

Fonte: atualização de recuperação da Binance.

 

Tokens menos líquidos mantêm reposição pendente

A lista pendente não inclui BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC. Em 2 de novembro, a empresa concluiu a prova de reservas com conhecimento zero para esses dez tokens. O retrato considerou as posições de 31 de outubro, às 00:00 UTC. Com isso, os titulares poderiam verificar uma cobertura mínima de um para um naquela data.

Contudo, essa prova abrange apenas um conjunto definido de tokens em um momento específico. Da mesma forma, ela não confirma a disponibilidade atual de todas as rotas de saque. Como resultado, a cobertura comprovada não equivale à retomada operacional completa. A Binance também não detalhou quais tokens compõem os 5% ainda pendentes.

A empresa descreveu o denominador do cálculo apenas como o montante afetado. Nesse contexto, não informou qual base de avaliação utilizou para chegar ao percentual. Portanto, não é possível converter com segurança os 5% restantes em um déficit em dólares. A falta dessa referência também impede comparações diretas entre os tokens envolvidos.

Recursos usados para recompor as reservas

Em atualização de 31 de outubro, a Binance identificou o tesouro corporativo como uma fonte dos recursos. Enquanto isso, a companhia planejava usar parte do Secure Asset Fund for Users. Também previa uma alocação parcial dos recursos do seguro de futuros. Esses mecanismos financiariam a recomposição dos saldos afetados.

A corretora prioriza tokens conforme a demanda registrada na semana anterior. Consequentemente, os itens mais procurados recebem prioridade nas compras e nas verificações. A restauração também depende de testes para cada combinação entre token e rede. Portanto, recuperar um saldo não significa liberar todos os seus canais de retirada.

Saques voltam conforme a segurança de cada rede

A tabela mais recente de saques incluiu RLUSD nas redes Ethereum e XRP. Também acrescentou USDC na rede Sui. Porém, essas entradas descrevem o escopo da reabertura progressiva. Elas não confirmam que todas as rotas citadas já funcionam normalmente.

Antes de solicitar uma retirada, os usuários devem consultar a página de saques ou o status da rede. Além disso, a Binance alertou para possíveis atrasos provocados pelo aumento do tráfego. O movimento pode elevar temporariamente o tempo de processamento. A plataforma pretende liberar mais combinações após concluir as checagens necessárias.

Depois, a empresa planejava registrar uma nova fotografia das reservas em 4 de novembro. O próximo retrato abrangeria uma quantidade maior de tokens. Assim, a geração da prova teria prazo estimado entre 40 e 50 horas. A corretora manteve essa verificação separada da retomada das retiradas.

Já a cobertura dos dez tokens corresponde ao retrato realizado em 31 de outubro. Por essa razão, o dado não garante a disponibilidade posterior de cada rede. A Binance manteve a reabertura gradual e priorizou os itens com maior demanda. A exchange também reafirmou que cobrirá o impacto financeiro do roubo.

Google Notícias

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.   Adicione-nos como sua fonte preferida no Google    e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações.