ZETA pode migrar para Solana em 9 de dezembro
A ZetaChain propôs encerrar sua blockchain de camada 1 em 9 de dezembro e migrar o token nativo ZETA para a Solana. A medida depende da aprovação da Proposta de Governança 2, que estabelece regras de conversão e proteções aos detentores. Paralelamente, o projeto pretende lançar a plataforma privada de inteligência artificial ZetaLabs na mesma data. Por isso, nenhuma mudança ocorrerá antes da decisão da comunidade.
A votação começou em 4 de novembro e ficará aberta por 72 horas. Portanto, os detentores poderão votar até 7 de novembro, às 16h12 UTC. A equipe reforçou que só implementará o plano após a aprovação. Ainda assim, a proposta anterior sobre a migração continuará válida em caso de rejeição.
“Nada avança até que seja aprovado.”
Em setembro, 99,4% dos votos participantes apoiaram a transferência da ZETA para a Solana. Contudo, aquela decisão não definiu os detalhes operacionais da transição. Agora, a nova proposta aborda a migração, o desligamento da rede e a futura redução da oferta.
Conversão da ZETA manterá proporção de 1 para 1
A Proposta de Governança 2 detalha o plano para registrar os saldos existentes no bloco 20.755.000. De acordo com o cronograma, a rede deve atingir esse bloco perto de 9 de dezembro. Nesse registro, a equipe incluirá tokens líquidos, saldos em staking, valores em desbloqueio e recompensas ainda não resgatadas. Logo depois, a blockchain atual deixará permanentemente de produzir blocos.
A ZetaChain Foundation emitiria na Solana uma quantidade equivalente de ZETA pelo padrão SPL. Dessa forma, a conversão preservaria o ticker e a proporção de 1 para 1, sem ampliar a oferta existente. Na sequência, a fundação revogaria sua própria autoridade de emissão. Com isso, nenhuma entidade poderia criar unidades adicionais por esse mecanismo.
O novo token usaria nove casas decimais e não teria autoridade de congelamento. Por outro lado, a versão da ZETA emitida anteriormente na Ethereum como ERC-20 não sofreria alterações. Na avaliação do projeto, manter uma blockchain própria exige coordenação contínua de validadores, segurança e manutenção de software. Assim, a migração reduziria essa carga operacional.
“Em 9 de dezembro, a ZETA se torna um token nativo da Solana e a ZetaLabs será lançada: inteligência artificial privada na Solana, com a ZETA como seu token. A Proposta de Governança 2 está disponível na ZetaHub. Ela define o mecanismo, as datas e as proteções aos detentores. A votação dura 72 horas.”
ZetaChain, no X
Regras de solicitação variam conforme a custódia
Os detentores elegíveis poderão solicitar a ZETA baseada na Solana pelo portal ZetaHub a partir de 9 de dezembro. Para isso, precisarão conectar a carteira atual e assinar uma mensagem com o endereço de recebimento na Solana. Desse modo, receberão o saldo correspondente sem pagar taxa de transação. A fundação cobrirá os custos desse processo.
Entretanto, a solicitação individual exigirá um saldo mínimo de 10 ZETA no momento do registro. Endereços com quantidades menores não poderão utilizar esse mecanismo. Já os saldos mantidos em exchanges seguirão os procedimentos definidos por cada plataforma. Cada empresa também informará seu próprio cronograma.
Quem mantém ZETA em staking ou em desbloqueio não precisará retirar os recursos antes do registro. Esses saldos entrarão automaticamente no levantamento, junto com as recompensas acumuladas. Portanto, os usuários dessas modalidades não precisarão executar uma operação prévia. A regra busca preservar o valor contabilizado no momento do desligamento.
Contratos e ZRC-20 exigem procedimentos específicos
Usuários com saldos em pools de liquidez ou contratos de tokens encapsulados deverão sair dessas posições antes da data prevista. Isso ocorre porque o portal individual não consegue recuperar recursos mantidos por contratos. Antes do registro, os detentores precisarão transferir esses valores para endereços sob seu controle. Caso contrário, poderão perder o acesso ao mecanismo de solicitação.
Enquanto isso, os ativos mantidos na ZetaChain como ZRC-20 poderão retornar às suas redes originais. Cada solicitação exigirá um valor mínimo de US$ 5 por ativo. A empresa de segurança Hacken está revisando o portal e seu programa de suporte. Depois da auditoria, a equipe publicará os resultados antes de abrir a ferramenta.
Além disso, o projeto orientou os usuários a utilizar somente os sites oficiais. A equipe também alertou que ninguém deve compartilhar frases de recuperação. Até a publicação, a ZetaChain não havia respondido ao pedido de comentário sobre o desligamento e as proteções aos detentores. Mesmo assim, a proposta descreve os principais procedimentos operacionais.
Plano prevê queima de 55 milhões de ZETA em 2027
A proposta também prevê uma redução da oferta após a aposentadoria da rede de validadores. A fundação queimaria aproximadamente 55 milhões de ZETA antes destinados a recompensas não distribuídas. Ela faria 12 transações mensais durante 2027. Cada operação retiraria cerca de 4,6 milhões de tokens de circulação.
O volume definitivo dependerá das recompensas distribuídas até a interrupção da blockchain. Com a queima, a oferta máxima cairia na mesma proporção. O plano também encerraria a inflação futura ligada aos validadores da atual camada 1. Consequentemente, a migração alteraria a dinâmica de emissão da ZETA.
O cronograma de vesting de compradores e contribuidores principais deve terminar em 1º de janeiro de 2027. Separadamente, a fundação prometeu não vender, durante 2027, novos tokens liberados de alocações específicas sob seu controle. Essa restrição valerá para os lotes descritos na proposta. Em agosto de 2026, o calendário anterior previa o desbloqueio de aproximadamente 44,43 milhões de ZETA.
ZetaLabs prepara serviços privados de inteligência artificial
A ZetaChain também planeja lançar a ZetaLabs em 9 de dezembro. Segundo a equipe, a aplicação se baseia no Anuma Chat, em operação desde fevereiro de 2026. A plataforma reuniria vários modelos de inteligência artificial e dados financeiros de mercado em tempo real. Também ofereceria memória criptografada controlada pelo usuário.
Inicialmente, o Chat permitirá pesquisas de mercado, enquanto o Radar acompanhará atividades do setor. Em etapas posteriores, o Bloom organizará o histórico criptografado de transações. Um painel adicional apresentará informações sobre oferta e queimas de tokens. Os usuários poderão pagar pelos serviços com ZETA, USDC ou cartões.
Durante o primeiro trimestre de 2027, o bloqueio de ZETA dará acesso a recursos premium planejados. Posteriormente, o roteiro prevê ferramentas de pesquisa, explicações de transações e conexões com aplicativos de terceiros. Essas integrações dependerão da autorização dos usuários para consultar informações. Além disso, a proposta obriga a ZetaChain a manter um nó de arquivo até 31 de outubro de 2027.
Esse nó preservará o acesso aos registros históricos depois do desligamento. Caso a comunidade rejeite a proposta em 7 de novembro, a decisão de setembro permanecerá válida. Nesse cenário, porém, a equipe precisará apresentar uma versão revisada antes da implementação. Assim, o cronograma final continuará sujeito à governança.
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