Zilliqa abandona Layer 1 e migra para Ethereum

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A Zilliqa deixará de operar como uma blockchain independente após nove anos e migrará para uma rede Layer 2 do Ethereum. Anunciada em 5 de novembro, a mudança busca atender instituições financeiras reguladas. Segundo o projeto, a baixa adoção, a redução do financiamento e os custos crescentes de segurança motivaram a decisão. Por isso, a empresa decidiu reposicionar sua infraestrutura e abandonar o modelo atual de Layer 1.

A nova estrutura receberá o nome de Zilliqa Institutional Layer e também usará a sigla ZIL. Nesse modelo, o Ethereum fornecerá a camada de segurança para as operações. Ao mesmo tempo, a rede adotará verificações de identidade para controlar a participação institucional. Por enquanto, a empresa pretende manter o token ZIL existente durante a transição.

“Sabemos que não é ótimo. Por nove anos, construímos e operamos nossa própria Layer 1. Não funcionou. Não estamos desistindo. Este é o primeiro de muitos próximos passos em uma nova direção: a Zilliqa está se tornando a Zilliqa Institutional Layer, uma Layer 2 do Ethereum para instituições reguladas.”

Zilliqa, no X.

 

Nova rede da Zilliqa terá acesso institucional

O projeto reconheceu que sua rede independente não atraiu usuários suficientes para sustentar a operação. Inicialmente, a menor disponibilidade de financiamento e liquidez também dificultou a manutenção da segurança. Com isso, a Zilliqa optou por direcionar sua infraestrutura ao mercado institucional regulado. Na prática, a empresa trocará uma blockchain aberta e independente por uma rede baseada no Ethereum e com participantes identificados.

A Layer 2 adotará Identificadores de Entidade Legal verificáveis, conhecidos pela sigla vLEI, para validar as instituições participantes. A princípio, somente entidades verificadas poderão realizar operações na rede. Dessa forma, o ambiente de negociação ficará restrito a organizações que concluírem os controles de identidade. O mecanismo pretende atender às exigências operacionais do público regulado que a Zilliqa busca alcançar.

A LTIN, uma rede de confiança com apoio estatal de Liechtenstein, operará o sequenciador da nova estrutura. Além de organizar as transações, a entidade atuará como emissora qualificada de vLEIs. Depois, o sequenciador enviará as operações organizadas para a camada de segurança do Ethereum.

Incidentes de segurança antecederam a mudança

A transição ocorre após incidentes de segurança relacionados ao ecossistema da Zilliqa. Em 27 de outubro, um problema envolveu a X-Bridge e pools proxy ZRC2. Já em julho, a empresa divulgou uma falha em seu aplicativo para Ledger. Na ocasião, o projeto informou que o problema afetava a geração de assinaturas Schnorr em transações nativas fora da EVM.

A vulnerabilidade poderia expor chaves privadas após apenas cinco transações. De acordo com o comunicado, o problema estava relacionado à geração de nonces no aplicativo. Entretanto, a matéria original não relaciona diretamente os incidentes à decisão de migrar para uma Layer 2.

No mercado, dados da CoinMarketCap mostraram o ZIL cotado a US$ 0,001602. Naquele momento, o preço recuava 14,28% em 24 horas, enquanto o volume de negociação alcançava US$ 4,08 milhões. Desse modo, o anúncio ocorreu durante uma queda recente na cotação do token. Ainda assim, esses dados representam apenas o período informado e podem mudar rapidamente.

Até agora, a Zilliqa não divulgou um cronograma para concluir a migração. Por ora, os detentores de ZIL não precisam adotar nenhuma medida, conforme informou a empresa. Mais detalhes sobre o processo deverão ser publicados no site do projeto. Embora mantenha o token atual, a Zilliqa ainda precisará detalhar as etapas técnicas da transição.

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