Kaia exige migração de staking antes de atualização
A Kaia pediu que os usuários do atual sistema de Delegação Pública preparem a migração obrigatória do staking de KAIA. A rede implantará novos contratos antes da transição para uma estrutura de validadores sem permissão. Por isso, as posições atuais não migrarão automaticamente.
Os pedidos de saque estarão disponíveis em 17 de novembro, por meio do menu de migração no Kaia Portal. No entanto, os participantes só poderão retirar e redepositar seus KAIA a partir de 26 de novembro. O cronograma inclui um período obrigatório de sete dias para concluir o unstaking.
Conforme o comunicado da Kaia, a mudança também exigirá um hard fork da rede. Dessa forma, cada participante deve solicitar o saque, aguardar sete dias e transferir o saldo ao contrato substituto. A fundação informou que publicará um guia detalhado em 13 de novembro.
Usuários precisarão transferir o saldo manualmente
Após conectar a carteira ao Kaia Portal, o usuário poderá consultar sua posição de staking e o status da migração. A interface também mostrará as etapas necessárias para concluir o processo. Além disso, ela direcionará o participante ao novo contrato operado pelo mesmo Conselho de Governança, ou GC, que recebe a delegação atual.
Assim, o processo manterá o vínculo com o operador escolhido anteriormente. Contudo, o pedido de saque não encerrará a migração. Cada participante deverá esperar o fim do período de unstaking antes de depositar os KAIA no novo contrato.
Portanto, a data individual de retirada dependerá do momento em que o usuário enviar sua solicitação. A fundação recomendou que os participantes acompanhem apenas seus canais oficiais. Segundo o alerta, a organização não inicia contatos por mensagens diretas nem solicita frases de recuperação ou chaves privadas.
A Kaia orientou os usuários a tratar pedidos desse tipo como potenciais riscos de segurança. Logo, cada participante deve confirmar o endereço do portal antes de conectar sua carteira. Essa precaução busca reduzir a exposição a tentativas de fraude durante a migração.
CR Mission manterá o reconhecimento de saldos elegíveis
Em um aviso separado sobre a CR Mission, a Kaia detalhou a proteção aos participantes do programa Contribution Rewards. Normalmente, o programa calcula as recompensas pelo menor saldo elegível de staking registrado em cada período. Por esse motivo, uma retirada temporária poderia reduzir o volume reconhecido para recompensas.
Para evitar esse efeito, a rede usará os saldos registrados no bloco 232.552.000, esperado por volta de 16 de novembro. Em seguida, manterá esse reconhecimento até o bloco 235.526.400, previsto para cerca de 20 de dezembro. Nesse intervalo, os participantes que concluírem a migração preservarão o reconhecimento de sua contribuição em staking.
Por outro lado, os KAIA mantidos no contrato antigo após o bloco final deixarão de se qualificar. A Kaia também aconselhou os usuários a não realizar unstaking antes do primeiro snapshot. Além disso, saques de depósitos em USDT ou JPYC podem afetar o saldo elegível de KAIA.
O programa limita a contribuição reconhecida a dez vezes o valor das stablecoins depositadas. Assim, alterações nesses depósitos podem reduzir a quantidade de KAIA considerada no cálculo. A regra continuará válida durante o período de migração.
Atualização muda a estrutura de validadores da rede
No sistema substituto, os usuários receberão pdKAIA para representar suas posições em staking. Entretanto, somente os pdKAIA mantidos diretamente nas carteiras poderão receber reconhecimento na CR Mission. Por isso, os participantes precisarão observar onde mantêm essas posições durante o programa.
A migração integra o plano de transição Permissionless, Governance and Tokenomics da rede. De acordo com o framework de transição, a Kaia pretende substituir sua estrutura permissionada por um modelo baseado em requisitos operacionais e de staking. Em março, a fundação propôs separar a operação dos validadores das responsabilidades do Conselho de Governança.
Com isso, os candidatos poderão se qualificar para validar a rede sem a aprovação manual exigida anteriormente. O novo desenho busca ampliar o acesso à validação, embora mantenha critérios técnicos e financeiros. A rede também avaliará o desempenho dos operadores de forma contínua.
Operadores deverão manter 5 milhões de KAIA
Pelo modelo proposto para validadores, cada operador precisará manter ao menos 5 milhões de KAIA em staking. Além do capital, os candidatos deverão cumprir requisitos técnicos para se registrar pela Kaia Square. O desenho prevê um grupo máximo de 100 candidatos.
Desse total, os 50 operadores elegíveis com maior volume em staking participarão do consenso e receberão recompensas de validação. A Kaia avaliará métricas como disponibilidade da rede e participação no consenso. Enquanto isso, operadores com desempenho consistentemente baixo poderão perder espaço no conjunto ativo.
A rede surgiu da fusão entre Klaytn e Finschia, projetos ligados à Kakao, da Coreia do Sul, e à LINE, do Japão. Ainda assim, a Kaia registrou queda na retenção on-chain, conforme análise da Outset Data Pulse publicada em dezembro de 2025. Entre os usuários que entraram em abril de 2025, o indicador caiu de 11,45% no primeiro mês para 1,75% no terceiro.
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