Binance recompõe 95% dos tokens após ataque de US$ 6,3 bi

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A Binance recompôs cerca de 95% dos tokens afetados pelo ataque cibernético de US$ 6,3 bilhões registrado em 29 de outubro. O incidente abriu uma semana marcada por violações de segurança, mudanças políticas nos Estados Unidos e atualizações de redes blockchain. Além disso, o Mercado Bitcoin confirmou um ataque separado, com perdas estimadas em US$ 48,6 milhões.

Entre 31 de outubro e 7 de novembro, Circle, Apple e Meta também estiveram no centro das notícias. Enquanto isso, empresas de tecnologia rejeitaram planos para negociar ações tokenizadas. Ao mesmo tempo, a Zcash ativou uma atualização que reduziu o tempo de geração de blocos.

Corretora recupera ativos após ataque bilionário

O ataque contra a Binance comprometeu cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. O FBI atribuiu a ação ao grupo de hackers TraderTraitor, da Coreia do Norte. Segundo investigadores, os invasores comprometeram a infraestrutura usada para assinar transações.

Em 3 de novembro, o CEO Richard Teng afirmou, durante a Hong Kong Fintech Week, que a corretora mantinha situação financeira sólida. Depois, a empresa reabasteceu aproximadamente 95% dos tokens afetados. Por sua vez, os 5% restantes envolvem principalmente ativos com menor liquidez.

As retiradas de clientes alcançaram cerca de US$ 4,72 bilhões até segunda-feira. No entanto, a atividade voltou gradualmente à normalidade após esse movimento. Como resultado, o caso ampliou questionamentos sobre segurança de exchanges, custódia institucional e limites dos seguros para criptomoedas.

Mercado Bitcoin estima perdas de US$ 48,6 milhões

O Mercado Bitcoin confirmou uma falha de segurança em 2 de novembro. Os hackers acessaram carteiras em ao menos dez redes blockchain, levando a plataforma a suspender depósitos e retiradas. Inicialmente, a empresa informou perdas próximas de US$ 38 milhões.

Contudo, a empresa de análise blockchain Bitquery estimou que os invasores roubaram US$ 48,6 milhões. Os criminosos continuaram drenando endereços de depósito de clientes durante várias horas. Isso ocorreu mesmo após a corretora declarar que havia contido o incidente.

A companhia prometeu cobrir as perdas dos clientes. Além disso, emissores de stablecoins ajudaram a congelar milhões de dólares em recursos roubados. Nesse contexto, os dois ataques recolocaram a segurança operacional das corretoras no foco do mercado de criptomoedas.

Zcash reduz intervalo entre blocos com a NU7

A Zcash ativou a atualização de rede NU7 em 6 de novembro. Com isso, o intervalo-alvo entre blocos caiu de 75 para 25 segundos. Assim, pagamentos privados podem receber confirmações até três vezes mais rápido.

A atualização também criou um Mecanismo de Sustentabilidade da Rede. Por sua vez, o sistema reserva 60% das taxas de transação para futuras recompensas de mineração. Entretanto, o limite máximo de emissão permaneceu inalterado em 21 milhões de unidades.

A NU7 também desativou as transações legadas Sprout. Cerca de 12.224 unidades ficaram sem possibilidade de movimentação, salvo se a rede aprovar um mecanismo de recuperação. Desse modo, a atualização combinou mudanças na velocidade das confirmações e no modelo de incentivos.

Circle corta equipe e empresas rejeitam ações tokenizadas

A Circle informou receita e ganhos de reservas de US$ 865 milhões no terceiro trimestre. Ainda assim, a empresa anunciou o corte de cerca de 5% de sua força de trabalho. Enquanto isso, o volume de transações do USDC cresceu 49% e atingiu US$ 13,9 trilhões.

O lucro líquido das operações continuadas chegou a US$ 226 milhões. Além disso, a Circle registrou uma despesa de reestruturação de US$ 9,1 milhões. A companhia ajusta suas operações e amplia o uso de inteligência artificial após superar projeções de receita e lucro.

Apple e Meta também rejeitaram propostas para negociar versões tokenizadas de suas ações. Os planos envolviam a OKX e a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Valores de Nova York. Segundo informações divulgadas, 67 companhias, cerca de 90% da seleção original, já contestaram os acordos. As empresas citaram preocupações com proteção aos acionistas, supervisão regulatória e o papel da blockchain no mercado tradicional.

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