Bitcoin: Morgan Stanley registra ETF MSBT

O Bitcoin continua ampliando sua presença no mercado institucional. O Morgan Stanley atualizou um registro junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) indicando que seu ETF será negociado sob o ticker MSBT na NYSE Arca.

O movimento sinaliza o avanço da estratégia do banco no setor de ativos digitais. No entanto, o produto ainda depende de aprovação regulatória final antes de começar a operar.

O Morgan Stanley Bitcoin Trust foi estruturado como um fundo passivo. Nesse contexto, a proposta é acompanhar o preço à vista do Bitcoin por meio da posse direta do ativo. Assim, investidores podem obter exposição ao BTC sem comprá-lo diretamente.

Estrutura do fundo e posicionamento institucional

Segundo o documento, o fundo deve iniciar com a emissão de 50 mil cotas e uma captação estimada em cerca de US$ 1 milhão. Esse tipo de estrutura segue o padrão observado após a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos em 2024.

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Para a custódia dos ativos digitais, o banco escolheu a Coinbase Custody Trust Company. A maior parte dos Bitcoins deve ser mantida em cold storage, prática comum para reduzir riscos operacionais e de segurança.

Além disso, o Bank of New York Mellon (BNY Mellon) atuará como administrador, agente de transferência e custodiante de caixa. Dessa forma, ficará responsável pela contabilidade, registro de acionistas e operações financeiras do fundo.

Durante os processos de criação e resgate de cotas, parte dos ativos pode ser movimentada para carteiras operacionais. Isso permite a conversão entre moeda fiduciária e Bitcoin conforme a demanda.

Riscos, custos e próximos passos

O registro menciona a existência de seguro para os ativos digitais. Ainda assim, a cobertura é compartilhada e pode não abranger todas as perdas, o que reflete práticas atuais do mercado.

Por outro lado, detalhes como taxa de administração e índice de despesas ainda não foram divulgados. Esses fatores tendem a influenciar diretamente a competitividade do produto frente a outros ETFs já disponíveis.

O pedido inicial foi apresentado em janeiro. Com a atualização recente, o fundo avança no processo regulatório, embora o lançamento dependa de aval final da SEC. O desenvolvimento acompanha a expansão institucional do mercado, como aponta a cobertura internacional.

Além do ETF, o Morgan Stanley avalia ampliar sua atuação em cripto por meio da plataforma E*Trade. O banco também estuda serviços como custódia, empréstimos e geração de rendimento com ativos digitais.

Durante o evento Strategy World, Amy Oldenburg indicou que a iniciativa responde ao aumento da demanda dos clientes. Nesse sentido, a instituição busca integrar negociação e custódia em uma única plataforma.

Em síntese, o ETF com ticker MSBT representa mais um passo na aproximação entre grandes instituições financeiras e o ecossistema do Bitcoin.