A NULS também terá seu próprio ‘halving’ e será inovador

Muito se fala do halving do Bitcoin, porém 2020 também reserva novidades nos protocolos de consenso de outras moedas, inclusive da NULS.

2020 vem sendo conhecido como o “ano do halving” e muito disso é culpa do evento que ocorrerá dentro de mais alguns dias na rede do Bitcoin. Entretanto, vários outros forks e altcoins passarão por um acontecimento semelhante neste ano, tais como BCH, BSV, DASH e NULS.

No sistema blockchain, para manter as operações e estabilidade da rede, se faz necessário produzir continuamente novas moedas ou cobrar taxas de serviço para incentivar os mineradores responsáveis por essa manutenção. A princípio, para atrair um maior número de mineradores, mais moedas geralmente são produzidas, mas o valor desses ativos vai cair caso a velocidade de output seja muito grande.

A fim de manter a estabilidade tanto no valor das moedas como em toda a rede, há sistemas blockchain que geralmente determinam uma redução de saída de blocos em seus algoritmos de consenso.

Com essa base, é hora de nos aprofundarmos na adaptação que a NULS de fato fará.

Alteração no modelo de consenso da NULS

Em julho de 2019, a comunidade da NULS contou com uma votação na qual foi aprovada uma proposta de quantidade máxima de moedas, travando em 210 milhões de unidades.

Depois que a proposta foi aprovada, a NULS atualizou seu protocolo a fim de ajustar o método para cálculo de incentivos de consenso. Após 12 de julho de 2020, a quantia total de incentivos de consenso mensais na mainnet da NULS irá cair em 0.4% mês a mês em comparação ao que ocorria antes da atualização.

Em outras palavras, a quantidade total de incentivos de consenso antes do ajuste permanece igual. Consideramos que isso seja 100%. Depois disso, a quantidade total de incentivos de consenso mensais irá cair mês a mês e se tornar os originais 99.60%, 99.20% e 98.80%.

Por que a mudança se fez necessária (e razoável)

De acordo com o autor da proposta e desenvolvedor do projeto, Berzeck, é necessário haver um incentivo de consenso maior nos estágios iniciais de uma rede, no intuito de atrair mais apoiadores e reduzir o risco de dos primeiros participantes, porém esses riscos caem à medida que o projeto se desenvolve.

Como vimos, se a quantidade total e velocidade dos incentivos de consenso não forem controlados, moedas excessivas vão inevitavelmente fluir para o mercado, proporcionando um impacto negativo nos interesses dos holders presentes no ecossistema.

Vantagens que o modelo traz ao investidor

Sendo assim, a NULS adotou o método de redução de saída mensal, o qual não vai apenas controlar a taxa de inflação, mas também evitar um ‘halving repentino’ como o do Bitcoin. No caso do evento da criptomoeda líder, há uma redução até certo ponto drástica, de uma vez só, a qual impacta diretamente nos lucros dos mineradores – sendo estes bem menores do que os custos envolvidos em manter a rede no curto prazo.

O próprio conceito de especificar uma quantidade máxima de moedas evidencia também o acerto nessa proposta, passando a tranquilidade e confiabilidade de uma emissão finita de moedas.

Para conhecer mais a fundo o projeto, basta acessar seu site oficial ou ainda juntar-se à comunidade falante de Língua Portuguesa no Telegram.

Conteúdo Patrocinado

Foto de Heslei de Oliveira
Foto de Heslei de Oliveira O autor:

Entuasiasta da tecnologia blockchain desde 2017, faz de tudo um pouco quando se trata de criptomoedas - desde redação de artigos até fechamentos de acordos comerciais e de marketing. Um lema? Voa Bitcoin!