Ações da Nike caem 44% em 2026 após balanço fraco
As ações da Nike (NYSE: NKE) enfrentaram uma forte queda ao longo de 2026. No fechamento de 1º de outubro, os papéis atingiram o menor preço desde 2023. Além disso, a divulgação de resultados trimestrais fracos intensificou a pressão sobre a companhia.
Após o fechamento, as ações NKE recuaram mais 7,82% no pregão estendido, para US$ 32,40. O movimento ocorreu depois que a empresa publicou seu relatório trimestral. Com isso, a reação do mercado ampliou as perdas acumuladas pela fabricante de artigos esportivos.
Um investidor que aplicou US$ 1.000 em ações da Nike no início do ano teria registrado perdas expressivas. A estratégia dependia de uma recuperação mais rápida durante a reestruturação da empresa. Contudo, o desempenho dos papéis seguiu na direção oposta.
Nike amplia perdas após resultados trimestrais
As ações NKE começaram 2026 cotadas a US$ 63,28. Até o fechamento de 1º de outubro, o preço caiu 44,45%, para US$ 35,15. Assim, um investimento inicial de US$ 1.000 teria perdido US$ 444,50 e passado a valer US$ 555,50.
O preço registrado no pregão estendido aprofundaria ainda mais o prejuízo caso permanecesse no pré-mercado de sexta-feira. Nesse cenário, a posição cairia para US$ 512,01. Portanto, a perda sobre o valor inicialmente investido alcançaria US$ 487,99.

Fonte: Google
Receita e lucro líquido recuam
A reação negativa do mercado refletiu principalmente o balanço mais recente da Nike. A receita da companhia caiu 4% na comparação anual e totalizou US$ 11,21 bilhões. Entretanto, o resultado ficou abaixo dos US$ 11,32 bilhões projetados pelos analistas.
O lucro líquido também diminuiu 2%, passando de US$ 727 milhões para US$ 712 milhões. Por outro lado, o lucro por ação alcançou US$ 0,48. O valor superou a expectativa do mercado, que apontava para US$ 0,43 por ação.
A liderança da empresa destacou avanços em seu plano de recuperação. Ainda assim, reconheceu forte pressão sobre Nike Sportswear, Jordan Brand e Greater China. A companhia afirmou que adota medidas deliberadas para fortalecer áreas importantes de seu negócio.
De acordo com a Nike, a queda também reflete a falta de dinamismo no segmento de lifestyle e a cautela dos consumidores. Ao mesmo tempo, a empresa afirmou que deve levar mais criatividade aos artigos esportivos como líder do setor. Essa avaliação acompanhou os resultados que decepcionaram o mercado.
Wall Street reduz expectativas para as ações NKE
A reação de Wall Street ao balanço foi majoritariamente negativa. A maior parte das avaliações classificou as ações da Nike como manutenção ou venda, conforme as projeções de analistas. Dessa forma, o relatório não alterou o tom cauteloso predominante entre as instituições.
Laurent Vasilescu, da Exane BNP Paribas, apresentou a visão mais pessimista. O analista estabeleceu preço-alvo de US$ 19 para os próximos 12 meses. Esse valor representa uma possível queda de 45,94% em relação ao último fechamento.
Em contrapartida, Robert Drbul, da BTIG, foi o único entre seus pares a recomendar a compra das ações NKE. Ele projetou uma alta de 42,25%, até US$ 50. Mesmo nessa avaliação mais otimista, o analista reduziu o preço-alvo anterior de US$ 55.
O desempenho em 2026 e a resposta ao balanço mostram a pressão enfrentada pela Nike. Enquanto a empresa aponta avanços em seu plano de recuperação, os investidores acumulam perdas relevantes. As projeções de Wall Street continuam divididas, embora o tom predominante permaneça cauteloso.
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