ADA cai 44% no ano e mira faixa de US$ 0,28

O ADA, criptomoeda da Cardano, está entre os ativos mais pressionados por vendas desde o início do mercado de baixa. No acumulado de 2026, o preço recua 44,63%, enquanto os vendedores ainda mantêm o controle da dinâmica de curto prazo.

Ao mesmo tempo, a principal reação positiva do ano surgiu nos últimos sete dias. Nesse intervalo, o ativo avançou 11% com a volta dos compradores. Ainda assim, permanece a dúvida central: esse movimento pode ganhar força ou a pressão baixista tende a reaparecer?

Indicadores apontam fase de acumulação

A métrica Alpha Leverage Pressure mede se um ativo opera em condição de superaquecimento ou de baixa alavancagem. Neste momento, o indicador posiciona o ADA em uma fase de compra, segundo a leitura apresentada no gráfico.

De acordo com essa interpretação, o movimento ocorreu após um evento de desalavancagem. Nesse período, posições com alavancagem excessiva foram eliminadas do mercado entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Gráfico de pressão de alavancagem do ADA
Fonte: Alphractal

Com isso, o mercado passou a negociar em um nível mais equilibrado. Além disso, o preço deixou de ser impulsionado pelo excesso de capital em derivativos, fator que costuma empurrar o ativo para uma zona de superaquecimento.

Por isso, os traders devem acompanhar essa região de perto. Embora a Cardano mostre recuperação no curto prazo, um retorno da Alpha Leverage Pressure para a zona vermelha sinalizaria risco maior de liquidação. No nível atual, porém, o ativo ainda preserva espaço para novas altas.

Fluxo em derivativos segue moderado

A fase de acumulação ocorre ao mesmo tempo em que a alavancagem no mercado de derivativos recua. Dessa forma, a leitura de equilíbrio ganha reforço adicional.

Nas últimas 24 horas, as liquidações somaram cerca de US$ 1,69 milhão. O valor é baixo para um ativo com valor de mercado de US$ 6,71 bilhões.

Esse dado aponta uma postura mais cautelosa dos traders. Além disso, os vendedores a descoberto responderam por cerca de US$ 1,2 milhão do capital liquidado.

Fluxo de derivativos do ADA
Fonte: CoinGlass

Em uma escala mais ampla, o fluxo de capital em derivativos também virou para o positivo. Entra mais dinheiro no mercado, mas ainda sem atingir níveis excessivos.

Nos últimos sete dias, as entradas ficaram perto de US$ 1 bilhão, enquanto as saídas alcançaram US$ 973 milhões no mesmo período. Assim, o fluxo líquido total chegou a US$ 29,22 milhões.

Como o fluxo líquido mede a diferença entre o capital que entra e o que sai, essa leitura modesta sugere uma tendência mais sustentável. Ou seja, o mercado não parece superaquecido nem pelo lado comprador nem pelo lado vendedor.

Mapa de liquidações mantém alvo acima do preço

O mapa de calor de liquidações, que identifica agrupamentos de ordens ainda não executadas, mostra uma zona densa acima do preço atual.

Na prática, esses agrupamentos costumam funcionar como ímãs e puxar o preço em sua direção. Portanto, uma concentração relevante acima da cotação reforça a possibilidade de atração para cima.

Mapa de calor de liquidações do ADA
Fonte: Alphractal

Por enquanto, o principal alvo aparece entre US$ 0,25 e US$ 0,28, faixa em que está o agrupamento de maior densidade. Por outro lado, o preço ainda pode cair para níveis mais baixos antes disso, em um movimento temporário que abriria espaço para uma recuperação mais ampla.

Em resumo, o ADA eliminou a alavancagem extrema entre o fim de 2025 e o começo de 2026, passou a operar em uma faixa mais equilibrada e agora mostra sinais de acumulação. Além disso, com fluxo líquido modesto em derivativos e clusters de liquidação entre US$ 0,25 e US$ 0,28, o ativo mantém espaço para continuidade da alta, embora o risco de recuo temporário siga no radar.