Ali Martinez vê Bitcoin a US$ 48 mil antes de alta

Mesmo após recuperar quase 10% desde as mínimas do fim de semana, o Bitcoin ainda pode enfrentar nova pressão antes de retomar uma alta mais consistente. Em 15 de junho, o analista on-chain Ali Martinez afirmou no X que o próximo ciclo altista talvez só comece depois de o preço tocar a região de US$ 48.000.

Segundo Martinez, o último fundo relevante do mercado ocorreu quando o Bitcoin alcançou o nível do Cumulative Value Days Destroyed, ou CVDD. Agora, conforme a mesma leitura, essa métrica está próxima de US$ 48.000. Assim, o analista considera possível uma nova liquidação antes do reinício efetivo de um bull market.

O último fundo importante do Bitcoin ocorreu quando o preço atingiu o nível do CVDD. Esse ponto marcou o início de um novo bull market. Hoje, essa métrica gira em torno de US$ 48.000.

Ali Martinez no X

Níveis que podem definir o próximo movimento

Além disso, Martinez retomou uma análise publicada em abril sobre a possibilidade de o Bitcoin já ter encontrado um fundo. Embora ele não tenha dado uma resposta definitiva na ocasião, um ponto ganhou força nas últimas semanas. O ativo reagiu exatamente na faixa que o analista classificou como zona de acumulação do smart money, pouco abaixo de US$ 60.000.

De acordo com essa leitura, a perda da região de US$ 63.111 colocaria o Bitcoin em um vácuo de liquidez. Isso ocorreria porque o ativo perderia uma área importante da UTXO Realized Price Distribution, ou URPD. Como resultado, o mercado abriria espaço para uma correção mais profunda.

Ademais, Martinez destacou que a zona entre US$ 56.000 e US$ 60.000 representa a chamada linha de tendência da década. Nessa região, segundo ele, o smart money costuma acumular posições. Por isso, o suporte recente no topo dessa faixa chamou a atenção dos traders.

Ali Martinez no X

CVDD em US$ 48 mil e capitulação perto de US$ 36 mil

Outras regiões citadas por Ali Martinez seguem abaixo do preço atual e permaneciam hipotéticas até 16 de junho. Entre elas, está o próprio CVDD, perto de US$ 48.000. Além disso, o analista mencionou uma área de capitulação absoluta com piso próximo de US$ 36.000.

Nesse sentido, a leitura sugere cautela para investidores de curto prazo. Ainda que o Bitcoin tenha reagido recentemente, comprar durante a alta talvez não seja a estratégia mais eficiente para quem segue uma abordagem de preço médio de compra, conhecida como DCA.

Martinez também já havia projetado, com base em padrões históricos, um possível fundo em outubro de 2026, na faixa de US$ 38.000. Portanto, esse cenário reforça a tese de enfraquecimento prolongado da criptomoeda ao longo do ano.

Estrutura de longo prazo ainda preocupa

Desde a máxima histórica acima de US$ 125.000 no fim de 2025, o Bitcoin passou a formar topos mais baixos e fundos mais baixos. Em análise técnica, essa estrutura caracteriza uma tendência de baixa prolongada. Depois do recorde, o ativo caiu para perto de US$ 84.000. Em seguida, voltou a subir acima de US$ 96.000 em meados de janeiro.

Contudo, esse padrão se repetiu várias vezes em 2026. A cada recuperação, o mercado registrou picos menores e perda gradual de força. Assim, mesmo com repiques ocasionais, a estrutura principal continuou deteriorada.

No acumulado do ano, o Bitcoin opera com queda de 24,07%. Ao mesmo tempo, o preço de US$ 66.453 registrado no momento da publicação seguia abaixo da faixa relativamente estável observada entre fevereiro e o começo de abril.

Desempenho do preço do Bitcoin em 2026
Gráfico do Bitcoin no acumulado de 2026.

Cenário macro ainda pode influenciar o preço

O texto também lembra que o Bitcoin viveu um padrão semelhante no verão do hemisfério norte de 2024. Naquele momento, a dinâmica de baixa só mudou após um evento externo, a eleição presidencial dos Estados Unidos. Desse modo, segue aberta a possibilidade de um movimento parecido em 2026.

Além disso, o ambiente macroeconômico trouxe algum suporte aos ativos de risco. O memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos, citado pelo Financial Times, ajudou a sustentar altas em diversos mercados.

Em suma, os níveis monitorados por Ali Martinez permanecem claros. A região de US$ 63.111 segue como ponto crítico de suporte. A faixa entre US$ 56.000 e US$ 60.000 continua como zona de acumulação. Já o CVDD aparece perto de US$ 48.000, enquanto a área de capitulação surge em torno de US$ 36.000. Nesse meio tempo, o preço de mercado segue em US$ 66.453, com queda acumulada de 24,07% em 2026.