Alpaca leva serviços de investimento a 29 países do EEE

A Alpaca anunciou que seus serviços regulados de investimento passaram a contar com passaporte regulatório para 29 países do Espaço Econômico Europeu (EEE). Com isso, a empresa amplia o acesso de fintechs e instituições financeiras que desejam oferecer produtos regulados em vários mercados europeus por meio de uma única estrutura.

Licença espanhola sustenta expansão europeia

A expansão ocorre por meio da unidade da Alpaca na Espanha, autorizada pela Comisión Nacional del Mercado de Valores, sob as regras da MiFID II. Além disso, somada à atuação no Reino Unido, a estrutura amplia o alcance potencial da companhia para cerca de 500 milhões de pessoas.

A MiFID II forma o arcabouço regulatório da União Europeia para serviços de investimento e mercados de valores mobiliários. Nesse sentido, o passaporte regulatório permite que uma instituição autorizada em um país do EEE preste determinados serviços em outros mercados da região após um processo de notificação.

A Alpaca opera uma plataforma de corretagem baseada em API, com serviços de gestão de contas, custódia e negociação. Dessa forma, seus parceiros passam a acessar essa infraestrutura na Europa sem buscar licenças individuais para os mesmos serviços em cada país. Segundo a empresa, essa etapa sucede a aquisição da WealthKernel e a expansão europeia concluída no ano passado.

Passaporte regulatório reduz barreiras operacionais

Na prática, o modelo reduz tempo e complexidade para empresas que desejam escalar operações reguladas. Além disso, o uso de uma base autorizada tende a simplificar a conformidade em múltiplos mercados, o que favorece o lançamento de novos serviços financeiros.

A companhia também destaca que sua infraestrutura atende negociações de ações, ETFs, opções, títulos de renda fixa e ativos digitais. Portanto, a ampliação no EEE reforça sua posição em um momento no qual empresas de criptomoedas buscam plataformas reguladas capazes de combinar títulos tradicionais e ativos digitais.

Infraestrutura amplia oferta para fintechs e corretoras

Para companhias que desenvolvem produtos ligados ao mercado de criptomoedas, operar com um provedor regulado pode reduzir o peso das exigências de conformidade. Ao mesmo tempo, esse formato pode facilitar o acesso a clientes em várias jurisdições. Por isso, o sistema europeu de passaporte regulatório se consolidou como uma referência para fintechs e empresas do mercado cripto que buscam escala.

Na Europa, empresas como eToro, Interactive Brokers e Trading 212 também recorrem a estruturas de passaporte regulatório. Agora, a Alpaca passa a oferecer sua infraestrutura de investimentos nos 29 mercados do EEE por meio de sua entidade regulada na Espanha, sem obter uma licença nacional separada para cada território.

CategoriaAntesDepois
Acesso ao mercadoExigia procedimentos específicos em cada paísAcesso a 29 países do EEE após notificação regulatória
Modelo operacionalProcessos de aprovação separados podiam consumir mais tempoInfraestrutura baseada em API busca acelerar a entrega de produtos
Base regulatóriaAnálises feitas país por paísUso do sistema de passaporte da MiFID II

Com esse passo, a empresa busca reduzir o tempo e a carga regulatória para alcançar novos clientes. Por consequência, seus parceiros podem direcionar mais recursos ao desenvolvimento e à distribuição de produtos, em vez de repetir pedidos de licença em cada mercado europeu.

Depois de concluído o processo de notificação, empresas autorizadas em um país do EEE podem expandir boa parte de seus serviços regulados para outros mercados da região.

Parceria na Coreia do Sul amplia estratégia global

Além da ampliação na Europa, a Alpaca assinou um memorando de entendimento com a sul-coreana Eugene Investment & Securities. O acordo foi desenhado para ampliar o acesso de investidores globais às ações da Coreia do Sul por meio da plataforma de infraestrutura de corretagem da companhia.

Como resultado, o anúncio reforça dois eixos da estratégia da Alpaca. Em primeiro lugar, a empresa usará a licença espanhola sob supervisão da Comisión Nacional del Mercado de Valores para alcançar 29 países do Espaço Econômico Europeu. Em segundo lugar, continuará expandindo sua infraestrutura para diferentes classes de ativos, incluindo ativos digitais, ações e ETFs, enquanto avança na parceria com a Eugene Investment & Securities para conectar investidores globais ao mercado acionário da Coreia do Sul.