Alphabet: Wells Fargo eleva preço-alvo para US$ 417
A Wells Fargo elevou o preço-alvo da Alphabet, controladora do Google, de US$ 411 para US$ 417. O banco manteve a recomendação de compra acima da média do mercado, conhecida como “Overweight”. Com isso, o novo alvo representa um potencial de valorização de cerca de 20% ante a cotação de US$ 346,47.
Segundo o analista Ken Gawrelski, as vendas externas de TPUs devem se tornar um importante vetor de crescimento do Google Cloud. O Google desenvolveu esses processadores para executar cargas de trabalho ligadas à inteligência artificial. Dessa forma, a Wells Fargo espera que a comercialização dos sistemas amplie a receita da divisão de nuvem.
Projeções da Wells Fargo para a Alphabet
A Wells Fargo projeta que a receita da Alphabet em 2027 ficará 14% acima das estimativas de Wall Street. Principalmente, o banco atribui essa diferença às vendas relacionadas às TPUs. A instituição também estima que a receita de 2028 supere o consenso em 20%, enquanto o lucro por ação deve ficar 5% acima.
O analista prevê vendas externas de TPUs de aproximadamente US$ 9,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026. No quarto trimestre, por sua vez, a projeção alcança US$ 11,5 bilhões. Como resultado, essas vendas podem levar a receita do Google Cloud a superar com ampla margem as expectativas atuais do mercado.
Inteligência artificial reforça expectativa para a nuvem
Nesse cenário, a Wells Fargo elevou suas estimativas de lucro por ação para US$ 12,66 em 2026 e US$ 15,17 em 2027. O banco também aumentou em 4% sua previsão de receita para 2027. A avaliação, contudo, continua baseada em um múltiplo de 27,5 vezes o lucro projetado para 2027.
A visão positiva acompanha as declarações da administração da Alphabet sobre a crescente demanda de clientes externos por sistemas TPU. Antes, o Google utilizava esses equipamentos principalmente na própria infraestrutura de nuvem. Agora, a empresa também obtém receita com a comercialização externa das unidades.
Enquanto isso, o Google Cloud continua a aproveitar a expansão da demanda por inteligência artificial. A Alphabet informou recentemente crescimento anual de 82% na receita de nuvem. A Wells Fargo espera nova aceleração, sustentada por cargas robustas de IA e pela manutenção do engajamento nas ferramentas de busca.
As sessões globais de pesquisa cresceram cerca de 36% em relação ao ano anterior, conforme os dados da instituição. Nesse sentido, o banco avalia que o modelo Gemini 4 Argon pode fortalecer a posição do Google na corrida pela inteligência artificial. A combinação entre buscas, nuvem e TPUs, portanto, sustenta a perspectiva otimista para a companhia.
Concorrência e custos representam riscos
Apesar do cenário favorável, a Wells Fargo destacou riscos capazes de afetar o desempenho futuro da Alphabet. O banco citou o aumento da concorrência em buscas e as dúvidas sobre a viabilidade econômica da comercialização de TPUs. Em paralelo, a expansão da infraestrutura de inteligência artificial exige despesas de capital cada vez maiores.
Os analistas ainda acompanham a capacidade do Google de preservar o ritmo acelerado de crescimento na nuvem. Ao mesmo tempo, a empresa precisa equilibrar os investimentos em novos data centers com a ampliação da capacidade de inteligência artificial. Esse equilíbrio será relevante para a Alphabet alcançar as projeções financeiras apresentadas.

Fonte: TradingView
Ainda assim, o consenso dos analistas permanece favorável às ações da Alphabet. Dados do TradingView indicam recomendação de compra forte e preço-alvo médio de US$ 426,26 para os próximos 12 meses. Por outro lado, a projeção mais elevada chega a US$ 515, enquanto o alvo médio representa potencial de valorização próximo de 24%.
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