AMD atinge máxima e faz US$ 1 mil virarem US$ 2.728

A AMD ampliou seus ganhos em 2026 após uma forte alta na segunda-feira, 21 de setembro. Durante a manhã, as ações chegaram a US$ 609,71 e estabeleceram uma nova máxima histórica. Com isso, o papel acumulou valorização de 172,84% desde o início do ano.

O movimento recebeu impulso de um relatório sobre a cadeia de suprimentos da indústria de semicondutores. Segundo as informações, a fabricante de chips pretende elevar seus preços em 10%. Além disso, outras empresas de hardware registraram fortes altas na abertura da sessão.

Gráfico da valorização das ações da AMD em 2026

 

Investimento na AMD mais que dobra em 2026

Uma aplicação de US$ 1 mil em ações da AMD no início de 2026 teria alcançado US$ 2.728,40. Para chegar ao resultado, o cálculo considera uma cotação inicial próxima de US$ 223,46 na primeira sessão regular do ano. Esse valor é compatível com a valorização acumulada de 172,84% informada para o período.

Assim, o investimento teria mais que dobrado em menos de nove meses. O desempenho também mostra a intensidade do interesse por empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial. Nesse cenário, a AMD ganhou espaço entre as ações de tecnologia com melhor desempenho no ano.

Alta alcança outras empresas de chips

A Intel, uma das poucas empresas que superaram a AMD em 2026, abriu a segunda-feira com avanço próximo de 11%. O movimento pareceu refletir a popularidade do modelo de inteligência artificial Muse, da Meta Platforms. Dessa forma, a valorização alcançou uma parcela relevante das companhias ligadas ao setor de hardware.

As ações da Meta também tiveram uma manhã positiva, com alta de 6,86% e retorno ao patamar acima de US$ 700. Por outro lado, a Nvidia apresentou um desempenho mais modesto durante a primeira hora do pregão. Seus papéis avançaram menos de 1% no início da sessão.

A reação manteve o desempenho da Nvidia abaixo dos ganhos registrados por AMD, Intel e Meta naquele período. Ainda assim, a companhia continua entre os principais nomes associados à expansão da inteligência artificial. Também permanece como referência no mercado de chips voltados ao processamento de modelos avançados.

Recuperação recente e riscos para o setor

Na semana anterior, a AMD já havia iniciado o movimento de recuperação que antecedeu a nova máxima. Entre 11 e 14 de setembro, entretanto, as ações recuaram 4,40%. Depois, o papel reverteu a queda com alta de 13,46%, enquanto o avanço chegou a 23% na manhã de segunda-feira.

Apesar da recuperação, a continuidade do movimento no longo prazo permanece incerta. Empresas de semicondutores vêm se beneficiando da demanda gerada pela expansão da inteligência artificial. Nesse contexto, o valor de mercado da Nvidia passou de US$ 364 bilhões, no fim de 2022, para mais de US$ 5 trilhões em 2026.

Ao mesmo tempo, o setor passou a enfrentar pedidos por uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia. Os apelos citam possíveis riscos de extinção associados à inteligência artificial. Naquele momento, porém, não havia clareza sobre a dimensão desses alertas ou seu possível uso como estratégia de marketing.

O debate ganhou força após declarações de Jensen Huang, CEO da Nvidia. Huang se juntou ao presidente Donald Trump para rejeitar as preocupações sobre um cenário extremo. De acordo com o executivo, existe 0% de chance de a inteligência artificial causar um evento de extinção até 2030.

Dessa maneira, a valorização da AMD combina expectativas de preços maiores com o ambiente favorável às fabricantes de chips. Em contrapartida, o debate sobre os riscos da inteligência artificial adiciona incerteza ao panorama de longo prazo. O desempenho do setor continuará relacionado à demanda por hardware e à evolução dessa discussão.

Google Notícias

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.   Adicione-nos como sua fonte preferida no Google    e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações.