American Bitcoin supera 8 mil BTC em tesouraria

A American Bitcoin Corp. (Nasdaq: ABTC) informou que sua tesouraria superou 8.000 Bitcoin, ampliando sua exposição ao ativo em 2026. A reserva avançou em relação aos cerca de 5.401 BTC registrados no fim de 2025. Assim, a alta ficou próxima de 50% em seis meses.

A companhia, controlada majoritariamente pela Hut 8 Corp. e apoiada pela família Trump, afirmou que sua reserva de Bitcoin e o indicador de Bitcoin por ação quase triplicaram desde a estreia na Nasdaq. Além disso, o cofundador Eric Trump classificou o avanço como resultado de uma estratégia disciplinada e executada em grande escala.

Mineração e compras ampliam a reserva da ABTC

A American Bitcoin expande sua posição por dois caminhos principais: produção própria via mineração e compras para tesouraria. Em primeiro lugar, essa combinação reforça a exposição direta ao ativo. Em segundo lugar, amplia o potencial de alavancagem operacional quando o preço do Bitcoin sobe.

No primeiro trimestre de 2026, a empresa minerou 817 BTC e adicionou 1.620 BTC às reservas. Dessa forma, registrou crescimento de cerca de 30% no período de três meses. Segundo a companhia, esse ritmo se manteve ao longo do verão no hemisfério norte.

Ao mesmo tempo, a empresa ampliou sua capacidade operacional. Em março, instalou 11.298 mineradores ASIC em sua unidade de Drumheller, na província de Alberta, no Canadá. Como resultado, a capacidade total avançou aproximadamente 12% e ganhou mais 3,05 EH/s na estrutura de mineração.

Além disso, o custo para minerar um único Bitcoin caiu para cerca de US$ 36.200 no primeiro trimestre. No trimestre anterior, esse custo havia ficado em US$ 46.900. Portanto, a redução foi de 23%, sinal de ganho de eficiência enquanto a operação seguia em expansão.

Receita cresce, mas prejuízo ainda pressiona

Apesar do avanço nas reservas e na produção, o quadro financeiro continuou pressionado. A American Bitcoin reportou prejuízo líquido de US$ 81,8 milhões no primeiro trimestre, sobre receita de US$ 62,1 milhões.

Segundo a empresa, o resultado refletiu a queda mais ampla do mercado de criptomoedas e os gastos elevados ligados à expansão. Ainda assim, a gestão sustenta a estratégia de crescimento da tesouraria. Afinal, a tese corporativa da ABTC depende da combinação entre produção minerada, eficiência energética e acumulação de Bitcoin.

Última hora: a American Bitcoin, de Eric Trump, aumentou suas participações em Bitcoin em 500 BTC. Agora, a empresa possui mais de 8.000 BTC.

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Grupamento reverso ajusta estrutura acionária

A companhia também promoveu mudanças em sua estrutura acionária. Um grupamento reverso de 1 para 15 entrou em vigor às 17h de 2 de julho. Em seguida, os papéis passaram a ser negociados em base ajustada desde 6 de julho. Os acionistas aprovaram a medida na assembleia anual realizada em 22 de junho.

Ao contrário de parte do setor de mineração, a American Bitcoin não redirecionou recursos para data centers voltados à inteligência artificial. Em vez disso, reforçou sua exposição direta ao Bitcoin. Assim, manteve a estratégia por meio da mineração e da acumulação em tesouraria.

Com mais de 8.000 BTC, a American Bitcoin figura entre as maiores detentoras corporativas do ativo, segundo o ranking do Bitcoin Treasuries. Em determinados momentos, sua reserva chegou a superar a da Galaxy Digital.

Modelo liga ação ao preço do Bitcoin

A companhia se apresenta ao mercado como uma plataforma pública de acumulação de Bitcoin. Em outras palavras, oferece aos investidores exposição simultânea à produção minerada e a uma reserva corporativa em expansão. Nesse sentido, o desempenho da empresa fica diretamente ligado à cotação do ativo e à disciplina na alocação de capital.

Na sessão mencionada, as ações da ABTC avançavam 7%. Ademais, a atualização mais recente da empresa reforçou que a tesouraria superou 8.000 BTC após sair de cerca de 5.401 BTC no fim de 2025. Ao mesmo tempo, a operação registrou mineração de 817 BTC no primeiro trimestre, adição de 1.620 BTC à reserva e custo médio de mineração reduzido para US$ 36.200 por unidade.

Esse conjunto de dados mostra que a ABTC busca escala operacional e maior densidade de Bitcoin por ação. Contudo, o prejuízo ainda exige atenção do mercado. Mesmo assim, a empresa segue apostando que a combinação entre produção, compras e eficiência pode fortalecer seu posicionamento entre as principais companhias expostas ao Bitcoin em 2026.