Analista vê possível fundo do Bitcoin, mas alerta riscos

O Bitcoin mostra sinais de reação após testar repetidamente a região de US$ 60.000. Com isso, ganha força a leitura de que o ativo pode ter formado um fundo macro. No entanto, o cenário ainda exige cautela, já que fatores relevantes seguem pressionando o mercado.

Nos últimos meses, o preço oscilou entre US$ 60.000 e US$ 76.000. Nesse contexto, as tentativas de recuperação sugerem retorno gradual da demanda. Por outro lado, a dificuldade em sustentar níveis mais elevados levanta dúvidas sobre a continuidade de uma tendência de alta consistente.

Incertezas macro ainda pesam no mercado

Ambiente global limita avanço do Bitcoin

O analista Sykodelic avalia que ainda não há confirmação definitiva de fundo. Isso ocorre porque o ambiente macroeconômico permanece instável. Tensões geopolíticas, como entre Estados Unidos e Irã, influenciam o preço do petróleo e tendem a afetar ativos de risco.

Além disso, a região do Estreito de Ormuz segue como ponto sensível para a economia global. Dessa forma, o cenário amplia a cautela entre investidores e reduz o apetite por risco. Como resultado, movimentos de alta mais fortes continuam limitados.

Outro ponto observado é a média móvel de 200 semanas, próxima de US$ 58.000. Historicamente, esse nível funciona como suporte relevante. Contudo, caso o preço retorne à faixa, o mercado pode testar novamente a força compradora.

Ao mesmo tempo, o Bitcoin encontra dificuldade para se manter acima de US$ 74.400. Assim, a estrutura atual lembra períodos anteriores de fraqueza. Padrões semelhantes já antecederam correções, como a observada após a aproximação dos US$ 98.000 no início do ano.

Preço do Bitcoin

Indicadores mostram suporte gradual da demanda

Sinais mistos equilibram o cenário

Apesar das incertezas, alguns indicadores apontam um viés mais construtivo no curto prazo. A taxa de financiamento permanece positiva, o que indica maior presença de posições compradas no mercado futuro.

Além disso, o chamado prêmio da Coinbase voltou ao território negativo. Esse movimento pode sugerir mudanças no comportamento de investidores institucionais dos Estados Unidos, embora a interpretação não seja conclusiva isoladamente.

Ao mesmo tempo, dados indicam redução da pressão de venda, enquanto a demanda mostra sinais de recuperação em exchanges como a Binance. Esse equilíbrio reforça a ideia de consolidação.

Segundo o analista, mesmo em um cenário mais pessimista, o Bitcoin dificilmente repetiria quedas abruptas vistas em ciclos anteriores. Ainda assim, projeções indicam possível retorno à faixa dos US$ 60.000. Em casos mais extremos, o preço poderia testar níveis próximos de US$ 56.000.

Gráfico do Bitcoin

Fonte: TradingView

Atualmente, o ativo permanece dentro de uma faixa bem definida. Nesse sentido, o mercado indica equilíbrio entre compradores e vendedores. Enquanto isso, fatores macroeconômicos e técnicos continuam guiando o comportamento do preço.

Em síntese, embora haja sinais de possível formação de fundo, a confirmação depende de maior força compradora e de um ambiente externo mais estável.