Analistas explicam por que o Bitcoin não está em uma bolha de preço

Com indicador apontando alta, analistas confiam em uma “Bull Run” do Bitcoin no longo prazo

Apesar do fato de o Bitcoin (BTC) ter caído para menos de U$ 10.000 pela enésima vez em poucas semanas, a criptomoeda viu outro indicador de alta se concretizar, um que precedeu os mercados em alta parabólica de vários meses, onde foram vistos ganhos do BTC em centenas de por cento.

Esse indicador, como apontado pela promissora cripto analista Nunya Bizniz, é um cruzamento da média móvel aliada a volume de 15 meses. Como ele apontou em um tweet recente, o Bitcoin ultrapassou esse preço-chave no início deste ano, que fica nos U$ 6.000. Embora este seja mais um sinal de confirmação do que qualquer coisa, a última vez que o Bitcoin ultrapassou essa média móvel importante, não caiu por menos de um ano, implicando que o BTC ainda tem pelo menos nove meses de tendência otimista restante em seu tanques.

“Os sinais estão sempre atrasados, mas nunca estão errados.”

Isso não é tudo. Conforme relatado anteriormente pelo Ethereum World News, o Bitcoin, no gráfico de três dias no Bitstamp, imprimiu o que é conhecido como uma “golden cross” no início de agosto.

Para aqueles que não são versados ​​em análise técnica, uma chamada cruz de ouro ocorre quando uma média móvel de curto prazo se move acima de uma de longo prazo, o que implica que os touros estão no controle do preço de um determinado ativo.

O que o gráfico de três dias do BTC viu foi o cruzamento da média móvel de 50 acima da média móvel de 200. O que é notável sobre isso é o fato de que a última vez que esse evento técnico foi realizado ocorreu no em fevereiro de 2016.

O que aconteceu depois disso é história: a alta de U$ 500 para U$ 20.000 – um movimento de cair o queixo de 4.000% – em menos de 24 meses, é claro. Caso a história se repita a partir daqui, o Bitcoin poderá chegar a U$ 400.000 em meados de 2021.

E para colocar uma cereja no bolo das criptomoedas, o Super Guppy, um indicador técnico abrangente que prevê tendências, passou de vermelho para verde nos gráficos de três dias e de uma semana. Na última vez que isso ocorreu durante durante uma Bull Run, o BTC se recuperou por mais de 15 meses seguidos, passando por novas máximas mês após mês.

Todos esses indicadores negam o sentimento divulgado pelos críticos das criptomoedas de que o Bitcoin está em uma chamada “bolha de eco”, que eles alegam ter sido causada por nada mais do que hype e demandas residuais por BTC, além de chamariz da alta de 2017.

Possibilidade de sofrimento no curto prazo

Embora o Bitcoin possa realmente estar em uma Bull Run de longo prazo, há alguns sinais de que o BTC pode sentir alguma dor nos próximos dias e semanas, antes de buscar um possível novo topo. O analista técnico York780 observou recentemente que o índice de movimento direcional (DMI) do Bitcoin sofreu recentemente uma queda nesta semana, o que supostamente mostra que a tendência de alta que apoiou o Bitcoin de U$ 4.000 a U$ 14.000 finalmente desapareceu.

Além disso, como ele apontou em um tweet posterior, o indicador Moving Average Convergence Divergence (MACD) nos gráficos de uma semana e de um dia do Bitcoin realizou cruzamento em baixa, implicando que os ursos estão no controle e provavelmente permanecerão por pelo menos mais um mês.

*Imagem de: rawpixel por Pixabay

Fonte: EWN

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Foto de Marcelo Roncate O autor:

Estudante de História e trader desde 2017. Aficionado por tecnologia e entusiasta das criptomoedas, viu no WeBitcoin a oportunidade de unir duas paixões.