Anchorage Digital pede registro de swap dealer à CFTC
A Anchorage Digital solicitou registro como swap dealer após sua atividade com opções superar o limite regulatório de US$ 8 bilhões. O cálculo considera o valor nocional bruto acumulado durante 12 meses. Com isso, a empresa anunciou o pedido em 5 de novembro. Segundo a companhia, a demanda institucional por derivativos de ativos digitais impulsionou esse crescimento.
A subsidiária Anchorage Digital Swap Dealer, LLC enviou a solicitação à National Futures Association (NFA). Dessa forma, a companhia iniciou o processo para obter o registro perante a Commodity Futures Trading Commission (CFTC). No pedido, a Anchorage Digital citou empresas abertas, gestoras de ativos e fundos de investimento. Para a empresa, o enquadramento regulatório permitirá atender uma base institucional mais ampla.
Limite regulatório motivou o pedido de registro
Conforme as regras da NFA, o enquadramento como swap dealer torna-se obrigatório quando a atividade relevante supera US$ 8 bilhões. Esse limite considera o valor nocional bruto durante os 12 meses anteriores. Portanto, a regra estabelece quando uma empresa precisa iniciar o processo regulatório. Ao atingir esse patamar, a Anchorage Digital encaminhou sua documentação.
Para iniciar o processo, os candidatos apresentam o Formulário 7-R, o pedido de associação e documentos de conformidade. Também pagam uma taxa de solicitação de US$ 15 mil. Caso receba aprovação, a empresa terá obrigações adicionais em sua operação. Entre elas estão requisitos de capital, margens, gestão de riscos e prestação de informações.
Instituições ampliam a procura por opções
Nesse contexto, Nathan McCauley, CEO da Anchorage Digital, destacou as necessidades específicas dos clientes institucionais. De acordo com o executivo, essas instituições procuram contrapartes e estruturas de negociação compatíveis com seus controles de risco. Assim, a companhia relacionou o pedido regulatório à expansão de sua atividade com opções. Ao mesmo tempo, pretende ampliar o atendimento sem abandonar os padrões exigidos por esse público.
Entre os clientes citados aparecem empresas abertas que mantêm Bitcoin e Ethereum em seus balanços. Da mesma forma, gestoras de ativos e fundos de investimento contribuíram para o avanço desse mercado. Ainda assim, o comunicado não detalhou as operações realizadas por cada grupo. Por isso, a empresa apresentou a expansão de forma agregada, sem identificar clientes ou contratos individuais.
Chainlink amplia infraestrutura de empréstimos
Em 26 de outubro, a Chainlink apresentou o CustodySync e nomeou o Anchorage Digital Bank como parceiro de lançamento. A solução conecta recursos mantidos sob custódia qualificada a mercados descentralizados de empréstimos. Enquanto isso, o Office of the Comptroller of the Currency supervisiona o banco por meio de sua licença federal. Sob essa estrutura, a instituição combina serviços regulados de custódia com infraestrutura financeira baseada em blockchain.
Na estrutura do CustodySync, o protocolo Atlas, da Anchorage, acompanha os empréstimos e administra as margens. Além disso, o sistema conduz as liquidações quando necessário. Já a Chainlink fornece os preços utilizados nas avaliações dos empréstimos. Com esse arranjo, o protocolo Proof of Reserve compartilha na blockchain os saldos oferecidos como garantia.
Assim, o pedido de registro acompanha a expansão da Anchorage Digital em diferentes serviços institucionais. De um lado, a empresa busca ampliar sua atuação regulada no mercado de opções. Do outro, a parceria com a Chainlink conecta recursos custodiados a mercados descentralizados de crédito. Com a iniciativa, a Anchorage Digital reforça sua estratégia voltada à infraestrutura financeira para instituições.
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