Após fracasso nas vendas, criadores do primeiro smartphone blockchain do mundo dispensam 25% da equipe

Companhia sofre cortes para tentar se manter no mercado

A Sirin Labs, empresa israelense que desenvolveu o smartphone blockchain FINNEY, dispensou um quarto de sua equipe.

Conversando com o Globes, mídia de notícias local, a companhia afirmou que se desfez de 15 de seus 60 empregados, um número menor do que foi especulado. As demissões ocorreram graças ao desapontamento vinculado à reação do consumidor ao aparelho lançado pela empresa.

“As vendas não são o que esperávamos”, disse a Sirin ao Globes.

O aparelho foi lançado em 29 de setembro de 2018 durante um evento em Barcelona, e começou a ser vendido em novembro. O dispositivo possui uma cold wallet (carteira offline) de criptomoedas, que é efetivamente um segundo aparelho no mesmo telefone.

Em novembro a empresa disse que a carteira também possuía um processador separado, o qual os usuários poderiam interagir com uma segunda tela LCD por segurança.

De acordo com o Globes, a Sirin Labs também negou boatos de que não estaria pagando a equipe nos últimos meses.

“Os trabalhadores acabaram de ser pagos por março e serão pagos por abril na terça-feira”

O problema da empresa, liderada pelo controverso empreendedor Moshe Hogeg, se apresenta pelo número de aparelhos que chegam ao mercado.

No ano passado a HTC lançou o EXODUS 1. O aparelho inicialmente poderia ser adquirido apenas com criptomoedas, mas em fevereiro a empresa viabilizou vendas em dinheiro. A Samsung  também se empenhou em implantar ferramentas blockchain em seu último lançamento, o Galaxy S10. Sendo vendido desde março, o aparelho possui uma carteira de criptomoedas, parceiros de dApps e um aplicativo de assinatura digital.

Em janeiro foi reportado que tanto a Sirin quanto a plataforma blockchain Stox, também fundada por Hogeg, estavam sendo processadas por um investidor chinês por mais de US$4,6 milhões por suposta apropriação indevida de alguns milhões em criptomoedas investidos na empresa.

Aparentemente a Stox encerrou suas atividades em Israel no ano passado e dispensou todos os funcionários.

Ao longo dos últimos meses várias startups blockchain mandaram embora parte de sua equipe, ao que muitos apontam como causa o bear market.

Recentemente a exchange indiana Unocoin reduziu seus funcionários para apenas 14 dos mais de 100 registrados no ano passado. De acordo com o The Economic Times, a companhia tentou, sem sucesso, aumentar o financiamento, e acabou tendo que cortar custos como resultado.

Agora a Unocoin pretende seguir em frente com uma equipe mínima enquanto aguarda um veredito da Suprema Corte pela decisão do banco central de bloquear os serviços oferecidos a plataformas de criptomoedas.

FONTE: COINDESK

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Foto de Beatriz Orlandeli O autor:

Simpatizante das criptomoedas, após cursar Arquitetura e Urbanismo, reavivou um antigo gosto pela escrita e atualmente trabalha como redatora do WeBitcoin.

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