Apostas indicam queda do Bitcoin abaixo de US$65 mil
Participantes do Polymarket atribuem 71% de probabilidade de que o Bitcoin caia abaixo de US$65 mil antes de 2027. Esse movimento ganhou força após o ativo oscilar próximo de US$75 mil e tocar o menor valor dos últimos nove meses, sinalizando fragilidade técnica e on-chain.
A queda reacendeu debates sobre a possibilidade de um ciclo prolongado de baixa. Além disso, analistas destacam que as zonas entre US$62 mil e US$65 mil funcionam como suportes críticos que podem definir a direção do mercado nos próximos meses.
A percepção pessimista no Polymarket acompanha análises de especialistas tradicionais, que observam sinais estruturais de enfraquecimento. Assim, muitos acreditam que o movimento atual não reflete uma correção pontual, mas sim um padrão típico de fases anteriores de ciclo de baixa.

Fonte: Polymarket
Níveis decisivos no curto prazo
O estrategista Jurrien Timmer, da Fidelity, afirmou que a região de US$65 mil se tornou essencial para entender o comportamento do Bitcoin. Além disso, destacou que o ativo passou a acompanhar o padrão da curva S da internet, deixando para trás a antiga dinâmica baseada na lei de potência.
Timmer observou que US$65 mil e US$45 mil são zonas capazes de redefinir o ciclo atual.
Outro ponto relevante é o nível de US$62 mil, considerado o preço médio de compra dos investidores da Binance. Esse valor não foi testado desde a aprovação dos ETFs à vista nos EUA, o que indica uma mudança estrutural causada pela entrada de grandes instituições entre 2024 e 2025.
A CryptoQuant também aponta possíveis quedas entre US$56 mil e US$60 mil, baseadas no preço realizado do ativo. Segundo analistas, o mercado já se comporta como um ciclo de baixa desde novembro, quando o Bitcoin ainda rondava US$100 mil. Portanto, formações de fundo podem levar meses, reduzindo a eficácia de compras rápidas em retrações.
Pressão crescente sobre investidores de ETFs
Os ETFs de Bitcoin nos EUA entraram em território negativo. O preço médio de compra, em torno de US$87.830, ficou acima da cotação atual, o que provocou duas semanas de saída líquida de aproximadamente US$2,8 bilhões.
A Strategy, empresa com a maior exposição corporativa ao Bitcoin, registra perdas não realizadas superiores a US$900 milhões após o recuo do ativo abaixo de seu custo médio de US$76.037. No entanto, a companhia mantém sua estratégia de acumulação.

Fonte: CryptoQuant
A volatilidade na Binance também aumentou. Além disso, o volume diário alcançou cerca de 39.500 BTC, sugerindo que movimentos bruscos podem ocorrer mesmo em períodos de lateralização.
Debate sobre o próximo movimento do Bitcoin
Enquanto alguns especialistas defendem a continuidade da tendência de baixa, outros acreditam que o fundo pode já ter sido atingido. Jeff Park, da Bitwise, levantou a hipótese de que a queda até US$82 mil, motivada por rumores sobre Kevin Warsh no Federal Reserve, pode ter marcado o piso do ciclo.
Park afirma que fundos expressivos costumam surgir durante mudanças bruscas no comportamento do mercado.
O economista Peter Schiff, crítico histórico do Bitcoin, havia previsto em 2025 uma queda até US$65 mil caso o Nasdaq entrasse em mercado de baixa. Assim, sua projeção voltou a ganhar destaque.
Por fim, analistas da CoinSwitch destacam que a capacidade do Bitcoin de sustentar a faixa entre US$75 mil e US$77 mil pode definir a intensidade da pressão vendedora nas próximas semanas. Caso o suporte se mantenha, o ativo pode tentar uma recuperação, tendo US$80 mil como primeira resistência relevante.
Com isso, o mercado acompanha com atenção como suportes técnicos, pressão sobre ETFs e volatilidade crescente podem moldar os próximos passos do Bitcoin. Principalmente, após o aumento das apostas prevendo queda abaixo de US$65 mil.