Apple recebe preço-alvo de US$ 355 antes de balanço

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As ações da Apple receberam um novo preço-alvo antes da divulgação dos resultados fiscais do quarto trimestre de 2026. A Monness, Crespi, Hardt elevou sua projeção para os papéis da companhia. Além disso, Brian White, analista da instituição, manteve a recomendação de compra.

O preço-alvo para os próximos 12 meses passou de US$ 335 para US$ 355 por ação. Com isso, a nova estimativa representa um aumento de aproximadamente 6% sobre a previsão anterior. Considerando a cotação de US$ 344 no momento da publicação, o alvo indicava potencial de valorização de cerca de 3,2%.

Apple se prepara para divulgar resultados fiscais

A Apple divulgará os resultados do quarto trimestre fiscal de 2026 em 2 de novembro. O CEO John Ternus e o diretor financeiro Kevan Parekh discutirão os números em uma teleconferência. Esta será a primeira apresentação de resultados de Ternus como CEO, após assumir o cargo em 1º de setembro.

O balanço abrangerá o trimestre encerrado em 26 de setembro. Além disso, os dados incluirão as vendas registradas durante o lançamento do iPhone 18 Pro. A companhia também apresentará o desempenho inicial do Apple Watch Series 12, Apple Watch Ultra 4 e AirPods 5.

Custos e projeções para as festas entram no foco

Os investidores devem buscar atualizações sobre os custos de memória e as limitações na cadeia de suprimentos. Da mesma forma, a projeção da Apple para o trimestre de festas deve concentrar as atenções. Esses fatores podem influenciar a avaliação sobre a capacidade da empresa de atender à demanda.

Nesse contexto, a companhia também deve realizar um evento chamado Pro and Tell. Reportagens da imprensa apontam para a possível apresentação de um MacBook Pro com tela OLED sensível ao toque. Assim, o evento pode oferecer novos sinais sobre o roteiro de produtos e a expansão do portfólio de hardware.

O desempenho dos novos dispositivos também será acompanhado pelo mercado de ações. Enquanto isso, o avanço do Apple Intelligence permanece entre os possíveis vetores de crescimento. Ainda assim, a empresa precisará demonstrar capacidade para converter a demanda em receita sustentável.

Divisões de hardware apresentaram ritmos diferentes

No terceiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de junho de 2026, a receita avançou 16,4% na comparação anual. O faturamento totalizou US$ 109,42 bilhões. Já a receita do iPhone cresceu 21,7%, alcançando US$ 54,25 bilhões.

A receita da linha Mac subiu 28,7% e chegou a US$ 10,35 bilhões. Em contrapartida, as vendas de iPad recuaram 5,9%, para US$ 6,19 bilhões. Dessa forma, as principais divisões de hardware apresentaram desempenhos distintos durante o período.

Restrições de oferta permanecem como risco

As limitações de oferta, contudo, complicaram as perspectivas da Apple. A companhia havia projetado crescimento de receita entre 9% e 11% para o trimestre encerrado em setembro. Na ocasião, a faixa ficou abaixo das expectativas de Wall Street.

A empresa citou a escassez de capacidade avançada para fabricar chips e a oferta limitada de componentes de memória. Além disso, o aumento dos custos de memória pode pressionar as margens. Por consequência, esses riscos continuam relevantes para as projeções anteriores ao balanço.

Mesmo assim, a forte demanda pelos novos produtos e o avanço do Apple Intelligence podem sustentar o crescimento futuro. Agora, os investidores buscarão evidências de que a Apple consegue atender à procura e preservar a rentabilidade. O resultado de novembro deve esclarecer como a companhia pretende equilibrar esses dois fatores.

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