Ardi vê fundo do Bitcoin no 4º tri de 2026

O Bitcoin segue pressionado perto de US$ 60.000 e opera próximo ao fundo marcado pelo pavio de 6 de fevereiro. Ao mesmo tempo, o sentimento do mercado voltou a níveis de medo extremo. Por isso, ganhou força o debate sobre quando a maior criptomoeda do mercado poderá concluir a correção.

Para o analista Ardi, a resposta pode estar menos no candle atual e mais no calendário. Segundo ele, ciclos anteriores de baixa mostram um padrão claro. Nos episódios passados, os fundos do Bitcoin apareceram no quarto trimestre do ano, e não no segundo trimestre, como ocorre agora em 2026.

Histórico favorece fundo no fim do ano

Em publicação no X, Ardi compartilhou um gráfico semanal do Bitcoin com mais de uma década de histórico. Segundo ele, o ativo encontrou fundo no quarto trimestre em todos os ciclos anteriores de mercado de baixa. Portanto, essa leitura enfraquece a tese de que a correção atual já terminou.

Se esse padrão continuar válido, o Bitcoin precisará sustentar a região de US$ 60.000 por cerca de mais seis meses para invalidar a estrutura histórica observada até aqui. Ainda assim, o cenário segue sensível, sobretudo porque a pressão vendedora aumentou nas últimas sessões.

Gráfico semanal do Bitcoin compartilhado por Ardi
Fonte: Ardi no X

Os dados destacados por Ardi reforçam esse argumento. O ciclo de 2013 durou 413 dias até o fundo em novembro de 2014. Além disso, o mercado de baixa após 2017 se estendeu por 378 dias até a mínima de dezembro de 2018. Da mesma forma, o ciclo iniciado após 2021 durou 364 dias até o fundo de novembro de 2022.

No cenário atual, a correção soma 245 dias desde a máxima de US$ 126.000 registrada em outubro de 2025. Em outras palavras, ainda existe espaço para mais tempo de queda ou lateralização, caso o mercado continue espelhando estruturas anteriores.

Tempo de correção ainda pede cautela

A comparação histórica ganhou força porque o ciclo atual ainda está abaixo da duração observada em baixas anteriores. Assim, muitos participantes do mercado entendem que o processo de formação de fundo pode exigir mais tempo. Afinal, os fundos anteriores só apareceram depois de períodos mais longos de desgaste.

Esse raciocínio não garante uma nova queda intensa. Contudo, sustenta a possibilidade de consolidação prolongada. A princípio, isso significa que o Bitcoin poderia oscilar por meses acima de US$ 60.000 sem confirmar uma retomada estrutural.

Analistas miram o 4º trimestre de 2026

Ardi não está sozinho nessa avaliação. Benjamin Cowen, fundador da Into the Cryptoverse, afirmou em vídeo publicado no YouTube que o ciclo de quatro anos do Bitcoin continua válido. Segundo ele, o topo do ciclo atual em outubro de 2025 ocorreu com diferença de apenas uma semana em relação ao padrão histórico. Por isso, seu cenário-base aponta outubro de 2026 como período provável para o fundo.

Outros analistas chegaram a conclusões parecidas por metodologias diferentes. Ali Martinez também aponta outubro de 2026 como provável fundo com base na duração média dos mercados de baixa anteriores. Enquanto isso, Xanrox projeta o fundo entre setembro e outubro, com recuperação possível entre novembro e dezembro.

A CryptoQuant também indicou a janela entre outubro e dezembro de 2026 como período relevante. Conforme essa leitura, o indicador MVRV Z-Score pode recuar para níveis abaixo de zero. Além disso, sinais técnicos citados no mercado, incluindo o Bitcoin Repetition Fractal Cycle, reforçam a possibilidade de uma virada importante em outubro de 2026.

Preço testa suporte em US$ 60.000

No momento da publicação da notícia original, o Bitcoin era negociado a US$ 62.950, com queda de 6,2% nas últimas 24 horas. Como resultado, a criptomoeda atingiu o menor nível em quatro meses. Ao mesmo tempo, aumentou o risco de perda do suporte em US$ 60.000, enquanto as saídas de capital dos ETFs spot de Bitcoin continuavam pesando sobre o sentimento do mercado.

Gráfico diário do par BTCUSDT

Fonte: BTCUSDT no gráfico diário em TradingView

Nesse contexto, o quadro descrito por Ardi, Benjamin Cowen, Ali Martinez, Xanrox e CryptoQuant mantém o foco no quarto trimestre de 2026. No entanto, o mercado seguirá acompanhando a defesa da faixa de US$ 60.000. Esse nível pode definir se o Bitcoin entrará em nova etapa de queda ou formará uma base prolongada antes de reagir.