AstraZeneca sobe 7% com receita e lucro por ação maiores

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As ações da AstraZeneca avançaram 7,02% e fecharam a US$ 186,65 durante a sessão. O movimento acrescentou US$ 12,25 ao preço do papel. A alta ocorreu após a farmacêutica divulgar resultados sólidos dos primeiros nove meses de 2026. Além disso, a companhia informou aprovações de medicamentos e resultados clínicos positivos em seu pipeline.

Cartão da ação AZN

Fonte: Knockout Stocks

 

Receita da farmacêutica cresce nos nove meses

A AstraZeneca registrou receita total de US$ 46,9 bilhões nos primeiros nove meses de 2026. Em termos cambiais constantes, o montante cresceu 7%. As vendas de produtos somaram US$ 44,1 bilhões, enquanto a receita de alianças aumentou 33%, para US$ 2,8 bilhões. Assim, as duas frentes sustentaram o desempenho consolidado.

O lucro operacional core cresceu 14%, para US$ 16,4 bilhões no período. Da mesma forma, o lucro por ação core atingiu US$ 8,00, alta de 14% a câmbio constante. Já o lucro por ação reportado avançou 11%, para US$ 5,62, na mesma base cambial. Esses indicadores reforçaram a reação positiva das ações.

No terceiro trimestre, a receita total chegou a US$ 16,2 bilhões, avanço de 7% a taxas constantes. As vendas de produtos ficaram em cerca de US$ 15,1 bilhões, enquanto a receita de alianças cresceu 36%, para US$ 1,11 bilhão. Em paralelo, o lucro por ação core subiu 19%, para US$ 2,79, e o reportado avançou 26%, para US$ 2,02.

Oncologia lidera as áreas terapêuticas

A oncologia permaneceu como a maior área terapêutica da AstraZeneca nos nove primeiros meses de 2026. A divisão faturou US$ 21,9 bilhões, equivalente a 47% da receita total. Além disso, o segmento cresceu 16% a taxas de câmbio constantes. Com isso, a área entregou a maior contribuição entre os segmentos terapêuticos reportados.

Doenças raras geraram US$ 7,5 bilhões e responderam por 16% da receita do período. O segmento avançou 11% a câmbio constante, refletindo a expansão das operações. Em contrapartida, a receita de BioPharmaceuticals caiu 5%, para US$ 16,7 bilhões. Essa área representou 36% da receita total.

BioPharmaceuticals apresenta desempenho desigual

Dentro de BioPharmaceuticals, Respiratório e Imunologia registrou crescimento de 10% no período analisado. Por outro lado, Cardiovascular, Renal e Metabolismo recuou 14%. Enquanto isso, Doenças Infecciosas apresentou queda de 12%. Os números mostram trajetórias distintas entre as categorias estabelecidas de tratamento.

Aprovações e pipeline sustentam as projeções

A AstraZeneca obteve 47 aprovações em regiões relevantes desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. Entre as autorizações, estavam quatro novos medicamentos: Etcamah, Baxfendy, Klygefa e Amlypave. Adicionalmente, a empresa informou 12 resultados positivos de programas de fase III com potencial comercial substancial. Esses avanços ampliaram as perspectivas do portfólio.

A companhia também apresentou seus primeiros dados de fase III para três novas entidades moleculares. Os ativos são tozorakimab, efzimfotase alfa e sonesitatug vedotin. Dessa maneira, o grupo ampliou seu portfólio em estágio avançado. O pipeline permanece alinhado aos planos comerciais de longo prazo da farmacêutica.

Após os resultados de nove meses, a AstraZeneca manteve suas projeções financeiras para todo o ano de 2026. A empresa espera crescimento de receita entre médio e alto dígito único, a taxas de câmbio constantes. Para o lucro por ação core, a projeção indica avanço de baixo dígito duplo. A companhia também estima alíquota tributária core entre 18% e 22%.

Quanto ao portfólio, a farmacêutica avalia que as leituras clínicas de 2027 podem sustentar receitas anuais de pico superiores a US$ 20 bilhões. Essa estimativa considera o potencial dos programas clínicos citados pela empresa. Assim, as metas anuais foram preservadas após o desempenho dos nove primeiros meses.

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