Autoridades declaram estar fazendo “excelentes progressos” na investigação do hack da Cryptopia

A polícia revelou que está coordenando um esforço internacional para rastrear tanto os fundos quanto os hackers

Trabalhando em conjunto com as autoridades internacionais, a polícia da Nova Zelândia declarou ter feito grandes progressos na investigação do hack que desviou US$16,1 milhões da exchange Cryptopia em janeiro.

O ataque teve início no dia 15 e durou cerca de 2 semanas, período no qual milhares de usuários perderam fundos de wallets  Ethereum.

Nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, a polícia revelou que está coordenando um esforço internacional para rastrear tanto os fundos quanto os hackers.

“A criptomoeda roubada está sendo ativamente rastreada pela polícia e por especialistas em todo o mundo graças à natureza do blockchain da moeda estar publicamente disponível. (…) Excelentes progressos estão sendo feitos na investigação e estamos trabalhando com o gerenciamento da Cryptopia, além de funcionários atuais e antigos que têm prestado uma assistência valiosa.”, disse Greg Murton, inspetor-detetive.

De acordo com um relatório, a “investigação deve levar um tempo considerável para resolver” a situação “graças à complexidade do ambiente cibernético”.

Murton acrescentou ainda que as investigações na sede da exchange serão concluídas até o final da próxima semana.

Assim que o roubo aconteceu, os hackers estavam ansiosos para liquidar os fundos, o que chamou a atenção da Binance, que acabou tomando medidas preventivas assim que percebeu que os ativos iriam ser vendidos em sua plataforma.

Em paralelo, vários comentaristas expressam dúvidas em relação à eficácia da operação policial, argumentando que a natureza da invasão torna pouco provável que o caso resulte em alguma condenação.

“Ninguém parece ter ideia do que está acontecendo. Mas isso não surgiu do nada”, disse Alex Soms, professor de Direito Comercial da Universidade de Auckland.

FONTE: COINTELEGRAPH

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Foto de Beatriz Orlandeli O autor:

Simpatizante das criptomoedas, após cursar Arquitetura e Urbanismo, reavivou um antigo gosto pela escrita e atualmente trabalha como redatora do WeBitcoin.

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