Banco de Venezuela quer dar espaço a criptomoedas

Módulo na interface de gerenciamento de contas permite registrar carteira de criptomoedas

Tudo indica que o governo de Nicolás Maduro deu mais um passo para promover o uso de criptomoedas em seu território. O Banco de Venezuela, o maior do país e totalmente controlado pelo estado, está perto de se tornar a primeira instituição financeira venezuelana a oferecer aos clientes a opção de realizar operações em moeda fiduciária e criptomoeda.

No começo de julho, Maduro havia emitido uma ordem para que o Banco de Venezuela abrisse uma mesa de operações específica para o Petro, a moeda virtual oficial do país. Em 11 de setembro, os clientes do banco encontraram um novo módulo na interface de gerenciamento de contas, que permite registrar uma carteira de criptomoedas. A ferramenta parece estar nos estágios iniciais.

Embora o Banco de Venezuela não tenha emitido um comunicado, a opção está ativa nas contas dos clientes, mesmo sem oferecer, ainda, funcionalidade significativa. Por enquanto, os usuários só podem transferir Petros por meio da carteira virtual oficial e negociar esses tokens em casas de câmbio autorizadas, como Amberes, Bancar e Criptolago, nas quais o Petro gira em torno de US$ 60 por token.

Outras criptomoedas

Aparentemente, no momento, os correntistas do Banco de Venezuela só teriam a opção de registrar uma carteira Petro. Mas o menu das contas traz um item que convida os usuários a escolher o tipo de cripto que desejam registrar, sugerindo que a instituição possa aceitar outras criptomoedas no futuro.

* Imagem de DavidRockDesign por Pixabay
Fonte: Decrypt

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Foto de Simone Gondim O autor:

Jornalista, revisora e roteirista, apaixonada por tecnologia e especializada em conteúdo.

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