Base lança ações tokenizadas de Apple e NVIDIA

A Base, blockchain desenvolvida pela Coinbase, lançou ações tokenizadas em sua plataforma. O recurso permite negociar ações elegíveis durante 24 horas, sete dias por semana. Ao mesmo tempo, os usuários mantêm a autocustódia dos instrumentos digitais durante todo o processo.

Os usuários já podem manter frações tokenizadas de empresas como Apple e NVIDIA em carteiras de autocustódia. Esses instrumentos seguem o padrão B20. De acordo com a Base, o detentor preserva uma reivindicação direta sobre a ação subjacente.

Além da negociação contínua, os investidores podem acessar liquidez por meio da Aerodrome. Também podem utilizar esses instrumentos no ecossistema de DeFi da rede, inclusive em protocolos de empréstimo como a Aave. Dessa forma, a iniciativa conecta ações convencionais a aplicações financeiras descentralizadas.

“Bilhões de dólares em ativos tradicionais já migraram para a blockchain, de moedas fiduciárias a títulos soberanos. Essa tecnologia é mais rápida, eficiente e econômica. As ações representam o próximo passo nessa evolução, e temos orgulho de ajudar usuários de todo o mundo a acessá-las.”

Guilherme Bettanin, líder da Base para a América Latina, fez a declaração. Segundo o executivo, a tecnologia on-chain já atraiu diferentes instrumentos financeiros tradicionais por suas características operacionais. Agora, a rede apresenta as ações como a próxima etapa desse movimento.

Ações tradicionais ganham integração com protocolos DeFi

A Base informou que adicionará ações tokenizadas da Coinbase nas próximas semanas. Em seguida, outros ativos do mundo real, conhecidos pela sigla RWA, entrarão gradualmente no ecossistema. No entanto, a rede não detalhou quais instrumentos pretende incorporar.

A chegada das ações tokenizadas também amplia as possibilidades para desenvolvedores. Eles poderão criar aplicações destinadas tanto ao público de criptomoedas quanto aos investidores interessados em renda variável tradicional. Com isso, a infraestrutura pode aproximar diferentes perfis de usuários.

Esse alcance expande o mercado endereçável para os desenvolvedores, também chamados de builders. Por sua vez, o padrão B20 oferece uma estrutura comum para aplicações financeiras descentralizadas. Assim, projetos criados com esses instrumentos podem interagir com protocolos disponíveis no ecossistema da Base.

Na prática, a infraestrutura permite desenvolver produtos que conectam o mercado de criptomoedas às ações convencionais. A proposta combina negociação contínua, autocustódia, liquidez descentralizada e protocolos de empréstimo. Ainda assim, cada aplicação poderá definir seus próprios recursos e formas de integração.

Agentes de IA poderão executar estratégias autônomas

Os agentes de inteligência artificial que participam da chamada economia de agentes da Base também poderão utilizar a nova infraestrutura. Nesse contexto, equipes como Virtuals e Treasures integram instrumentos tokenizados a estratégias autônomas de trading. A iniciativa antecipa aplicações financeiras capazes de executar operações programadas.

“O sistema financeiro está sendo reconstruído on-chain, e os desenvolvedores que criam na Base lideram essa transformação.”

Bettanin afirmou que os desenvolvedores da rede ocupam uma posição relevante nessa mudança. Enquanto isso, dados recentes divulgados pela Base ajudam a dimensionar o crescimento da plataforma. Durante 2025, a rede processou mais de US$ 17 trilhões em volume de stablecoins.

Esse volume envolveu 26 moedas locais e operações em 17 países. Paralelamente, a Base se consolidou como a principal plataforma on-chain para trading spot de Bitcoin, conforme as informações apresentadas. O aplicativo da rede também alcançou usuários em 140 países.

Base destaca velocidade, custos e compatibilidade com EVM

Projetada para operações de trading e pagamentos, a Base oferece liquidação em menos de um segundo. Além disso, seus custos de transação ficam abaixo de US$ 0,01 quando a rede opera em escala. A blockchain é aberta, não exige permissão e mantém compatibilidade com a Ethereum Virtual Machine, ou EVM.

Milhões de pessoas utilizam a plataforma, que também atende instituições. Já os agentes autônomos representam outra frente de uso da infraestrutura. Conforme a Base, a rede mantém posição dominante nas transações executadas por esses sistemas.

Com a expansão, as ações tokenizadas passam a integrar esse conjunto de aplicações. Investidores poderão negociá-las e mantê-las sob autocustódia, enquanto desenvolvedores poderão incorporá-las a novos produtos. Desse modo, a Base busca ampliar a conexão entre ações tradicionais, blockchain e finanças descentralizadas.