Binance mira cinco novas licenças na Ásia em 2026

Binance planeja reforçar sua expansão regulatória na Ásia em 2026 ao buscar cinco novas licenças na região. A exchange pretende ampliar sua presença global e adaptar seus serviços conforme as exigências locais, fortalecendo sua atuação em mercados estratégicos que mostram forte demanda por cripto.

Executivos da empresa afirmam que as novas aprovações devem elevar o número total de jurisdições licenciadas para mais de 20. Atualmente, a plataforma já opera com autorizações em países como Austrália, Índia, Indonésia, Japão, Nova Zelândia e Tailândia. Além disso, a Coreia do Sul deve integrar essa lista após a conclusão da aquisição da exchange local Gopax.

Embora a companhia não tenha revelado quais países asiáticos devem receber as próximas operações reguladas, representantes indicam que alguns processos estão perto de ser finalizados. Outros seguem em negociações avançadas com autoridades regionais, reforçando a estratégia de expansão baseada em transparência, conformidade e atuação segmentada.

De acordo com relatos externos, a exchange quer garantir licenças totalmente alinhadas às regras domésticas, permitindo adaptar produtos e serviços às necessidades específicas de cada mercado. Essa abordagem integra um plano mais amplo de crescimento voltado para proximidade cultural, normativa e operacional.

Avanço da atuação na região Ásia-Pacífico

A região Ásia-Pacífico se consolidou como um dos motores do desenvolvimento da empresa nos últimos anos. A plataforma ultrapassou 300 milhões de usuários registrados e contabilizou mais de US$ 7,1 trilhões em volume de negociação à vista em 2025. Além disso, dados externos apontam que, em dezembro de 2025, a exchange representou cerca de 40% do volume das dez maiores exchanges centralizadas do mundo.

O número de adultos na região que já utilizam ou investem em cripto ultrapassou 535 milhões, o que corresponde a mais de 74% dos detentores globais de ativos digitais. Esse cenário reforça a importância da expansão, especialmente em mercados como Japão e Coreia do Sul, que oferecem ambientes regulatórios claros e espaço para o avanço institucional.

Estratégia após desafios anteriores

O novo ciclo de expansão ocorre após desafios regulatórios enfrentados ao longo dos últimos anos. Em 2021, a empresa optou por retirar seu pedido de licença em Singapura e suspendeu serviços diretos ao varejo devido a mudanças nas exigências locais. Mesmo assim, o país continua sendo um polo estratégico para operações corporativas, como derivativos e negociações de balcão.

Qualquer retorno ao varejo, no entanto, exigiria nova avaliação regulatória e decisão empresarial independente. Enquanto isso, a exchange segue ampliando sua atuação global com uma abordagem de hiperlocalização, que prioriza conformidade e segurança. Esse modelo inclui adaptações constantes de produtos e a expansão da área de compliance, que cresceu 30% ao ano nos últimos dois anos e reúne cerca de 1.500 profissionais.

A busca por novas licenças na Ásia reflete a relevância crescente da região para o crescimento da empresa. Com forte adesão dos usuários, ambientes regulatórios mais maduros e alta densidade urbana e tecnológica, a estratégia visa consolidar presença e oferecer soluções moldadas às demandas asiáticas.