Binance registra saída líquida de 28.316 BTC após hack
Após o hack avaliado em US$ 6,34 bilhões, as carteiras da Binance registraram saídas líquidas de cerca de 28.316 BTC. A análise acompanhou os fluxos até 5 de novembro e identificou mudanças relevantes na movimentação de recursos após o incidente. Um relatório da Santiment, publicado em 6 de novembro, detalhou esses movimentos e outros indicadores de negociação. Ao mesmo tempo, o levantamento apontou que traders ainda mantinham bilhões de dólares em posições de contratos futuros.
A Binance começou a reabrir os saques em 1º de novembro, após a interrupção relacionada ao incidente. Além disso, os saldos de Bitcoin nas exchanges monitoradas caíram 2,92% entre 25 de outubro e 5 de novembro. A redução no período totalizou 38.631 BTC, volume superior à saída líquida observada nas carteiras da corretora. Contudo, esse recuo começou quatro dias antes da invasão. Por isso, a série não associa toda a queda nas reservas aos efeitos diretos do ataque.
Reservas e contratos futuros recuam após o incidente
Nos dias 29 e 30 de outubro, o Bitcoin recebeu cerca de 2,7 comentários negativos para cada comentário positivo. Enquanto isso, o interesse em aberto dos contratos futuros na Binance caiu. Depois do incidente, o indicador relacionado ao Bitcoin atingiu aproximadamente US$ 8,97 bilhões em 5 de novembro. Já os contratos futuros de Ethereum somavam cerca de US$ 8,03 bilhões. Na mesma data, portanto, traders ainda mantinham bilhões de dólares expostos aos dois mercados.
Em paralelo, as saídas líquidas de USDT na rede Ethereum alcançaram 3,94 bilhões de tokens nas exchanges acompanhadas em 2 de novembro. Em comparação, a leitura de 29 de outubro havia totalizado 1,71 bilhão de tokens. Naquele dia, 169 endereços sacaram ENA em apenas uma hora. Nas horas próximas a esse pico, o número permaneceu entre 20 e 25 endereços. Assim, o levantamento distinguiu essa concentração do padrão observado nas horas próximas.
Binance recompõe ativos e solicita liberação de fundos
Em 4 de novembro, a Binance informou que havia reposto cerca de 98% dos ativos afetados. Para isso, a empresa usou recursos próprios e continuou comprando os tokens restantes. Paralelamente, uma nova fotografia de reservas passou a incluir 44 tokens, ante 10 anteriormente. Com a mudança, a corretora ampliou a quantidade de ativos cobertos pela reserva divulgada. Desse modo, a atualização incorporou mais tokens ao acompanhamento apresentado pela plataforma.
A Binance também pediu à DAO da Arbitrum a liberação de fundos congelados após o hack. O pedido abrange 8.425,997 ETH e 74,56 milhões de ARB. Segundo a estimativa da exchange, o procedimento pode levar sete semanas ou mais. Portanto, parte dos recursos ainda depende da aprovação e do processo previsto pela DAO. Enquanto isso, a empresa mantém a reposição dos ativos restantes com recursos próprios.
| | Receba nossas últimas notícias em primeira mão. Adicione-nos como sua fonte preferida no Google e toque em “Favorito” para priorizar nossas atualizações. |
|---|