Binance Research aponta convergência entre bancos, fintechs e criptomoedas

Cartões, tokenização e super apps aceleram a transformação e ampliam o uso de ativos digitais além da negociação

A integração entre bancos, plataformas de criptomoedas e serviços financeiros descentralizados está acelerando a transformação do sistema financeiro global, segundo novo relatório da Binance Research – braço de pesquisa da maior plataforma de criptomoedas do mundo em volume de negócios e usuários.

O estudo aponta que as criptomoedas estão evoluindo de ativos de negociação para a base de um ecossistema financeiro completo, impulsionado pelo avanço de neobancos cripto, pela expansão de produtos como cartões de criptoativos e ações tokenizadas e pela crescente adoção de soluções que conectam diferentes modelos financeiros.

Conforme aponta o relatório, o setor de serviços financeiros está passando por uma transformação estrutural em que três paradigmas historicamente distintos — Finanças Tradicionais (TradFi), Finanças Centralizadas (CeFi) e Finanças Descentralizadas (DeFi) — estão convergindo para uma arquitetura unificada

Finanças Descentralizadas — DeFi

De acordo com o relatório, os protocolos DeFi estão se expandindo muito além da negociação via blockchain e da geração de rendimento, oferecendo serviços historicamente associados ao setor bancário tradicional como cartões , pagamento de contas, integração com soluções como o PIX, e conversão imediata de moeda fiduciária para criptomoedas. O objetivo é atender desde usuários avançados de criptomoedas até consumidores em geral.

Em meio à demanda crescente por soluções rápidas e confiáveis de conversão de criptomoedas em moeda fiduciária, os protocolos nativos de DeFi estão lançando produtos de cartão de débito cripto. No total, o volume mensal de transações com cartões cripto cresceu 223,5% em relação ao ano anterior.

Ao fornecer serviços financeiros comuns em infraestrutura descentralizada, os protocolos DeFi podem conquistar usuários no mundo todo que jamais interagiriam diretamente com uma exchange descentralizada ou pool de liquidez, mas que prontamente adotariam um cartão com rendimentos, cashback e estrutura de pagamento otimizada.

O volume mensal de transações com cartões de criptomoedas cresceu em média 11% nos últimos 12 meses

Tokenização de ativos

Atokenização de ativos também tem participação significativa nesse novo ecossistema financeiro, como mostra o relatório da Binance Research. A digitalização de ativos físicos ou financeiros em blockchain evoluiu de uma curiosidade nativa do universo cripto para a batalha de infraestrutura mais disputada nos mercados de capitais. 

O setor cresceu cerca de 248% ano a ano, aproximando-se de US$ 30 bilhões em valor de mercado em abril de 2026. Dentro dessa expansão mais ampla, as ações negociadas publicamente e tokenizadas na blockchain representam uma das categorias de crescimento mais rápido – saltando de US$ 38 milhões para cerca de US$ 1 bilhão em apenas um ano, um aumento de 26 vezes.

Valor de mercado das ações negociadas publicamente e tokenizadas na blockchain

“O potencial transformador das ações tokenizadas vai muito além do acesso à negociação 24 horas por dia, 7 dias por semana. Uma vez na blockchain, as ações tokenizadas podem ser usadas como garantia em DeFi — gerando rendimento em posições que antes ficavam ociosas em contas de corretoras”, destaca o relatório. 

Stablecoins como serviço

A aprovação da Lei GENIUS em 18 de julho de 2025 nos Estados Unidos transformou o setor de stablecoins (criptomoedas com valor atrelado ao de uma moeda fiduciária) de forma global. Isso porque a nova legislação estabeleceu uma estrutura abrangente de supervisão para as criptomoedas estáveis lastreadas em moedas fiduciárias como dólar ou euro. Agora, instituições não financeiras menores podem entrar de forma confiável no setor de stablecoins para construir bases de usuários, viabilizar transações, oferecer liquidação instantânea e monetizar fundos depositados por clientes.

O número de stablecoins de marca própria aumentou de 5 em 2020 para 360 em 2026

A tese dos Super Apps

O relatório da Binance Research também aponta os chamados Super Apps como uma estrutura central desse novo sistema financeiro. Instituições de finanças tradicionais e fintech estão integrando agressivamente serviços de criptomoedas para se tornarem centros financeiros abrangentes. Simultaneamente, as exchanges de criptomoedas buscam a mesma convergência na direção oposta. Em ambos os lados a estratégia é a mesma:

  • Aumentar a fidelização do usuário;
  • Monetizar todo o ciclo de vida econômico de um cliente;
  • Aproveitar vantagens de dados proprietários;
  • Antecipar a concorrência de desafiantes de outros setores e
  • Diversificar as fontes de receita além das linhas de negócios principais.

No caso das exchanges de criptomoedas, a integração de serviços bancários ajuda a reduzir gargalos na entrada dos novos usuários no mercado de criptomoedas. De acordo com a PLG Insider, até 50% das transações de entrada falham após a verificação KYC (Conheça Seu Cliente), principalmente porque bancos tradicionais bloqueiam transações sinalizadas como relacionadas a criptomoedas por motivos de prevenção de fraude. 

“Ao manter os depósitos dentro da própria infraestrutura financeira da plataforma, as exchanges podem reduzir a fricção de entrada em uma ordem de magnitude. O valor estratégico dessa integração vai muito além da conveniência do usuário — trata-se de um mecanismo direto para aumentar o volume de negociação impulsionado por depósitos e a receita de taxas, transformando o que seria uma iniciativa de crescimento em um multiplicador de receita essencial”, ressalta o relatório.

Diante disso, o relatório enfatiza que a convergência de TradFi, CeFi e DeFi deixou de ser uma possibilidade teórica e está em pleno andamento. Grandes instituições financeiras, como Fidelity, Visa e Meta, estão contratando profissionais para atuarem em funções relacionadas a DeFi. 

Ao mesmo tempo, os marcos legislativos estão avançando em múltiplas frentes e a infraestrutura tecnológica está amadurecendo em um ritmo acelerado.

“Os vencedores dessa corrida não serão necessariamente os protocolos com a tecnologia mais inovadora. Serão as plataformas que integrarem com sucesso três capacidades: conformidade de nível institucional, experiência do usuário de nível consumidor e capacidade nativa de DeFi de integrar e combinar serviços entre si”, finaliza o relatório.

Acesse o relatório completo

Sobre a Binance

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*Comunicado de imprensa.