Binance Research: stablecoins movimentam US$ 76 bilhões a cada fim de semana, volume comparável ao da Visa em dias úteis

Estudo evidencia que as stablecoins estão deixando de ser apenas um ativo de negociação para cada vez mais ser um meio de pagamento integrado ao estilo de vida das pessoas

A Binance, maior plataforma de criptomoedas do mundo em volume de negócios e número de usuários, divulgou um novo estudo  sobre a utilização de stablecoins ao redor do mundo mostrando que o uso de stablecoins para pagamentos já supera outros meios tradicionais. 

O estudo publicado pela Binance Research, braço de pesquisa da exchange, e intitulado “Stablecoins: Transformando o Cenário Financeiro” traz a evolução das stablecoins que deixam de ser apenas uma infraestrutura de negociação de criptoativos para um sistema financeiro. A análise aborda esse movimento de adoção sob as três funções da moeda: reserva de valor, meio de troca e camada de liquidação.

O relatório aponta que as transferências de stablecoins nos fins de semana somam, em média, US$ 38 bilhões por dia. Esse volume é comparável à média diária de transações da Visa aos sábados e domingo, que somam aproximadamente US$ 40 bilhões. Também representa 53% da média registrada nos dias úteis (US$ 71 bilhões). 

Figura: a atividade de stablecoins nos fins de semana registra uma média de US$ 38 bilhões por dia, considerando transferências ajustadas.

Fonte: Binance Research, em 10 de junho de 2026

O estudo da Binance Research aponta também que os rendimentos em dólares on-chain (na blockchain), variando entre 2% e 4%, superam amplamente a taxa nacional de depósitos de poupança dos EUA, de 0,38%. Neste cenário, as stablecoins oferecem retornos mais de oito vezes superiores aos dos bancos. Como resultado, o Binance Earn distribuiu US$ 1,2 bilhão em recompensas em stablecoins desde 2022. Paralelamente, produtos tokenizados de títulos do Tesouro dos EUA registraram um retorno diário anualizado médio de 3,42% no segundo trimestre de 2026, aproximando-se da taxa de referência soberana de 3,70%, sem exigir conta em corretora ou status de investidor qualificado.

A análise destaca ainda que 30% dos usuários da Binance (cadastre-se) atualmente alocam mais da metade de seus portfólios em stablecoins, crescimento considerável que partiu de 4% em 2020, sem apresentar correlação significativa com os ciclos do mercado de criptomoedas. Em toda a base de usuários da exchange, 87% das moedas fiduciárias são negociadas com ágio ao serem usadas para comprar stablecoins. Em economias com hiperinflação, os usuários chegam a pagar até 62% acima da taxa de câmbio oficial para adquiri-las, um comportamento que reflete a intenção de poupar, e não de realizar negociações ativas.

No Binance Pay, o volume de pagamentos cresceu 114% em relação ao ano anterior entre os 21 milhões de comerciantes cadastrados, com o valor médio das transações subindo de US$ 10 para US$ 18. Esse é um sinal claro de que as stablecoins estão deixando de ser apenas um ativo de negociação para integrar os gastos cotidianos e o estilo de vida das pessoas.

Ainda segundo a divulgação, a Binance detém US$ 53 bilhões em reservas de stablecoins, superando a segunda colocada entre as corretoras em US$ 42 bilhões e ampliando sua participação de mercado de 54% para 57% desde o início de 2025, mesmo com a expansão de 61% nas reservas totais das corretoras.  

Figura: as reservas de stablecoins das corretoras cresceram para US$ 93 bilhões, com a Binance (cadastre-se) detendo 57% 


Fonte: DefiLlama, Arkham, Binance Research, em 10 de junho de 2026

No relatório, a Binance Research conclui: “As stablecoins entraram no setor financeiro como uma ferramenta para a negociação de criptomoedas. Elas estão saindo como a camada sobre a qual o restante do sistema financeiro realiza suas liquidações.”

O relatório completo, “Stablecoins: Transformando o Cenário Financeiro”, já está disponível na Binance Research.

 

*Comunicado de imprensa