Bipa se reposiciona e quer ampliar participação feminina na plataforma
Bipa anuncia novo posicionamento com foco em tecnologia, educação financeira e público feminino
Instituição de pagamento contrata Hélida Costa (ex-Shopee e Rappi) como Head de Growth para liderar estratégia baseada em inteligência artificial, investimentos conscientes e presença da mulher.
A instituição de pagamento Bipa, que integra Bitcoin e USDT ao dia a dia financeiro dos brasileiros, anuncia o seu reposicionamento estratégico no mercado brasileiro. A empresa fortalece suas operações em três pilares fundamentais: inovação tecnológica, educação financeira e a ampliação da presença das mulheres na plataforma e no universo dos ativos digitais. Para liderar essa nova fase de crescimento, a fintech contratou a engenheira de produção Hélida Costa como nova Head de Growth e Marketing.
Com passagens por marcas como Rappi, Shopee, CRMBonus e isaac, Hélida assume o desafio de comandar as estratégias de CRM, automação e engajamento. O movimento da Bipa acompanha uma reestruturação completa de seus canais digitais (inclusive redes sociais), produtos e abordagens de conteúdo para se conectar mais profundamente com os públicos.
Combate à cultura das apostas
A estratégia da Bipa contempla disseminar a educação financeira e desmistificar o mercado de investimentos, indicando os aportes recorrentes, mesmo com valores baixos, como um caminho seguro para a construção de patrimônio real. A proposta surge como um contraponto direto ao avanço dos sites de apostas online, com seus apelos que induzem as pessoas a depositarem dinheiro sob expectativas ilusórias e riscos severos de endividamento. O raciocínio é simples: em vez de apostar R$ 20, por exemplo, a melhor opção é investir o recurso numa instituição financeira e ser devidamente recompensado sobre esse valor.
Esse comportamento salutar tem respaldo no pilar tecnológico, cujo destaque é a Bipa for Agents, desenvolvida para conectar agentes de Inteligência Artificial (IA) diretamente à infraestrutura regulada da instituição. A tecnologia permite que os usuários programem seus investimentos de forma inteligente, além de facilitar transações cotidianas como o envio de Pix e consultas de saldo.
Indo além, a ferramenta pode auditar e analisar os gastos para indicar soluções a fim de otimizar os recursos. Por exemplo, informar quanto foi pago em transporte por aplicativo num período, mostrar padrões de gastos e oferecer orientação baseada no estilo de vida. “Queremos mostrar que a tecnologia e a constância são as verdadeiras aliadas da estruturação financeira”, destaca Hélida Costa.
Foco no público feminino
O reposicionamento da Bipa busca uma aproximação com o universo feminino a fim de estabelecer conexões mais alinhadas ao papel relevante deste público na sociedade e nas finanças. Dados da Receita Federal apontam que a participação da mulher em operações de criptomoedas saltou de 11% em agosto de 2019 para cerca de 30% em dezembro de 2025. Contudo, o volume financeiro movimentado estagnou em 13% no mesmo período, evidenciando que elas operam com tickets menores. Na Bipa, apenas 10% dos clientes premium, que tendem a movimentar valores mais altos, são mulheres.
“Este público não busca especulação. Pesquisas sugerem que as investidoras enxergam ativos digitais como ferramentas de proteção e construção patrimonial de longo prazo e não com uma resposta imediata”, afirma Hélida. “É um perfil que valoriza a clareza e segurança acima de promessas de retorno rápido. Produtos que tratam as mulheres apenas de forma especulativa perdem a conversa antes mesmo de começá-la”.
Para Hélida, a pergunta que define os próximos anos não é quantas mulheres abriram uma conta e sim quantas seguem investindo, com tickets crescentes, três anos depois. Retenção e aprofundamento são a métrica que separa uma tendência de uma moda. “O crescimento da participação feminina em criptoativos não é apenas uma história de inclusão, mas o primeiro capítulo de uma mudança de consciência sobre construir patrimônio”, finaliza a executiva.
Sobre a Bipa
A Bipa é uma instituição de pagamento que integra Bitcoin e USDT ao dia a dia financeiro dos brasileiros, conectando ativos digitais a serviços tradicionais. Fundada em 2020, a empresa movimentou mais de R$ 1 bilhão em 2024 e atende centenas de milhares de usuários. A plataforma oferece negociação de criptoativos, custódia, transferências e soluções que permitem o uso prático de moedas digitais em pagamentos e gestão financeira.
*Comunicado de imprensa