Bitcoin amplia riscos de queda com pressão técnica
O Bitcoin mantém um cenário de curto prazo marcado por forte pressão técnica, o que aumenta as chances de novas quedas. Após uma breve recuperação em janeiro, a força compradora perdeu consistência, permitindo que vendedores retomassem o domínio do mercado. Além disso, análises de derivativos e de fluxos no mercado à vista reforçam a cautela entre traders.
Cenário técnico indica fragilidade no gráfico de quatro horas
Nas últimas sessões, o preço do Bitcoin recuou abaixo das principais médias móveis exponenciais, o que intensifica a pressão vendedora. Esse movimento também rompeu o nível de Fibonacci de 0,236, próximo de US$ 85.000, sinalizando deterioração da estrutura técnica. Assim, cada tentativa de repique encontra resistência nas médias superiores, evidenciando dificuldade para uma retomada sustentável.
Fonte: TradingView
O ativo agora testa a zona de demanda entre US$ 81.000 e US$ 81.300. Essa faixa marcou a mínima recente e funciona como suporte importante. No entanto, caso ocorra fechamento abaixo dessa região no gráfico de quatro horas, analistas afirmam que o preço poderá buscar níveis mais baixos.
Os suportes seguintes aparecem entre US$ 78.000 e US$ 76.000, áreas associadas a consolidações anteriores e pontos de liquidez ainda não revisitados. Acima, o intervalo entre US$ 85.000 e US$ 85.700 tornou-se resistência inicial. A zona entre US$ 87.500 e US$ 89.500 concentra níveis técnicos relevantes. Portanto, somente um avanço consistente acima de US$ 91.500 indicaria mudança estrutural significativa.
Derivativos mostram fase de desalavancagem saudável
Fonte: Coinglass
Os dados de derivativos apontam que o open interest do Bitcoin passou por um ciclo de expansão e retração ao longo de 2024. Durante os movimentos de alta, o indicador subiu de forma consistente, refletindo aumento da alavancagem. Com as quedas recentes, houve redução visível, sugerindo liquidações forçadas de posições compradas em momentos de volatilidade.
Mesmo com a retração, o open interest permanece elevado em relação a ciclos anteriores. Assim, analistas avaliam que o mercado atravessa um processo saudável de desalavancagem e não uma fase de esgotamento.
Fluxos no mercado à vista reforçam pressão vendedora
Fonte: Coinglass
Os fluxos no mercado à vista também mostram predominância de saídas líquidas. As quedas de preço coincidem com momentos de forte pressão vendedora, enquanto entradas aparecem de forma pontual e com volume reduzido. No fim de janeiro, o mercado registrou fluxo negativo de cerca de US$ 163 milhões enquanto o ativo era negociado na faixa de US$ 82.700. Portanto, o movimento sugere realização de lucros e postura conservadora entre investidores maiores.
Perspectivas de preço permanecem dependentes do suporte dos US$ 81.000
O comportamento do Bitcoin nas próximas sessões dependerá da defesa da faixa entre US$ 81.000 e US$ 81.300. Caso compradores recuperem o controle e o preço retome US$ 85.000 com força, o ativo pode mirar a região entre US$ 89.500 e US$ 91.500.
No entanto, se o suporte dos US$ 81.000 for perdido, o movimento de baixa tende a se intensificar, abrindo caminho para testes nas zonas entre US$ 78.000 e US$ 76.000. Assim, a estrutura técnica atual posiciona o Bitcoin em um ponto decisivo, onde fluxos, derivativos e níveis gráficos podem definir o próximo movimento de curto prazo.
O Bitcoin está sendo negociado pouco acima de US$82.777 no momento da publicação.