Bitcoin avança em janeiro com força do mercado à vista
O Bitcoin permanece acima de US$ 91.000 em meio a uma tentativa de estabilização após semanas de volatilidade elevada. Além disso, novos dados da CryptoQuant indicam que janeiro segue como um período de recuperação apoiado principalmente pelo mercado à vista e pelo fortalecimento da demanda de grandes investidores.
Segundo métricas associadas à Binance, o preço à vista do Bitcoin começou a se distanciar das taxas de financiamento no início de 2026. Esse comportamento sinaliza um mercado menos dependente de alavancagem e mais movido por compras orgânicas, o que reduz o risco de liquidações intensas que costumam acelerar movimentos bruscos no setor cripto.
Esse padrão de divergência entre força no mercado à vista e financiamento contido já ocorreu em ciclos anteriores, como em 2021 e 2024. Conforme análise da CryptoQuant, movimentos desse tipo antecederam altas entre 20% e 50%, impulsionadas por fluxos orgânicos e maior solidez estrutural.

Fonte: CryptoQuant
Mercado avalia mudanças no ciclo do Bitcoin
Nos últimos anos, cresce o debate sobre o enfraquecimento do tradicional ciclo de quatro anos do Bitcoin. No entanto, especialistas apontam que o padrão pós-halving perdeu força após 2024, quando ETFs à vista e tesourarias corporativas passaram a absorver parte significativa da oferta disponível, alterando a dinâmica do mercado.
Ao longo de 2025, esse cenário ficou mais evidente. Apesar de ser um ano pós-halving, o Bitcoin não apresentou a alta parabólica típica de ciclos anteriores. Além disso, altcoins não confirmaram uma altseason sólida, reforçando a percepção de que o halving tem influência menor à medida que o Bitcoin se consolida como um ativo macro acima de US$ 2 trilhões.
Assim, fatores como liquidez global, política monetária do Federal Reserve, crescimento do M2, riscos geopolíticos e fluxo institucional ganham maior peso na direção do mercado. Alguns analistas defendem que esses elementos formam ciclos de liquidez mais longos, que podem ultrapassar cinco anos.
Dentro desse cenário, a Binance continua atuando como termômetro relevante, já que costuma antecipar mudanças de posicionamento de grandes investidores e variações significativas nos fluxos de capital.
Bitcoin tenta consolidar recuperação semanal
A volatilidade persiste, mas o Bitcoin tenta reforçar sua estrutura semanal após forte pressão vendedora. O ativo é negociado próximo de US$ 91.075, recuperando-se da região abaixo de US$ 85.000, onde houve entrada agressiva de compradores. Contudo, o movimento permanece sensível ao ambiente macroeconômico.

Fonte: TradingView
A análise técnica mostra que o Bitcoin opera perto de uma zona onde antigos suportes viraram resistência. Além disso, o preço se aproxima da média móvel de 100 semanas, considerada ponto de equilíbrio. No entanto, a média de 50 semanas segue inclinada para baixo, indicando que a tendência de médio prazo ainda não recuperou força consistente.
A média móvel de 200 semanas permanece em trajetória ascendente, confirmando sustentação no longo prazo. Para analistas, uma recuperação semanal acima de US$ 95.000 seria essencial para melhorar o sentimento e fortalecer a confiança do mercado.
Com isso, janeiro se configura como um período de retomada gradual, impulsionado pelo mercado à vista e por movimentos de investidores institucionais. Portanto, esses fatores ajudam a limitar quedas bruscas e sustentam o processo de estabilização do Bitcoin após semanas de intensa volatilidade.