Bitcoin: baleias acumulam 113.950 BTC desde julho

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As grandes carteiras de Bitcoin continuam ampliando suas posições, em vez de realizar lucros. Desde 15 de julho, endereços com 100 a 1.000 BTC acumularam 113.950 unidades, conforme dados da Santiment. Com isso, o grupo elevou suas reservas em 2,22%, para cerca de 5,24 milhões de BTC.

O Bitcoin negociava perto de US$ 83.460, com queda de 2,78% em 24 horas. Antes do recuo, a cotação superou US$ 87.000 pela primeira vez desde janeiro. Enquanto isso, o volume diário cresceu 27,2% e alcançou US$ 47,4 bilhões.

As carteiras de Bitcoin com 100 a 1.000 BTC estão acumulando rapidamente. Desde 15 de julho, elas adicionaram 113.950 BTC às suas posições. Dessa forma, elevaram suas reservas conjuntas em 2,22%, para cerca de 5,24 milhões de BTC.

Santiment Intelligence, no X.

Grandes carteiras mantêm compras de Bitcoin

A faixa entre 100 e 1.000 BTC recebe atenção devido à sua capacidade de movimentar grandes volumes. Essas carteiras também conseguem ajustar posições com maior rapidez que participantes institucionais de porte superior. Em geral, o segmento inclui fundos, tesourarias e investidores com patrimônio elevado.

A Santiment acompanha esse grupo há cinco anos. Conforme o histórico da empresa, períodos de forte acumulação costumam anteceder ou acompanhar movimentos mais intensos do Bitcoin. Ainda assim, o comportamento passado não garante que o preço repetirá o mesmo desempenho.

As compras continuaram durante a queda do Bitcoin para US$ 75.000 na semana anterior. Naquele período, o Senado dos Estados Unidos não aprovou o CLARITY Act, enquanto o Federal Reserve elevou os juros. Mesmo assim, o grupo manteve as aquisições durante a recuperação do preço para US$ 85.000.

Enquanto o mercado reage à queda do Bitcoin, o dinheiro inteligente acumula silenciosamente. A baleia bc1qdp comprou mais 536,93 BTC, no valor de US$ 45,28 milhões, seis horas antes da publicação. Nos 20 dias anteriores, essa carteira adquiriu 2.460 BTC por US$ 194,3 milhões, ao preço médio de US$ 78.966.

Whale Factor, no X.

Oferta limitada amplia impacto da acumulação

À primeira vista, o avanço de 2,22% pode parecer limitado. Porém, as 113.950 unidades valem aproximadamente US$ 9,5 bilhões nos preços informados pela matéria. Na comparação, os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos captaram US$ 999 milhões em seu melhor dia do mês.

Assim, as grandes carteiras absorveram um montante equivalente a cerca de nove vezes essa entrada em dez semanas. A oferta circulante do Bitcoin soma 20,08 milhões de unidades, diante do limite máximo de 21 milhões. Nesse contexto, posições mantidas fora do mercado reduzem a oferta disponível para compradores futuros.

Ki Young Ju, CEO da CryptoQuant, espera uma valorização entre três e cinco vezes, em vez dos avanços de dez vezes vistos em ciclos anteriores. Para o executivo, a maior participação institucional reduz os extremos das altas e das quedas. Embora seja menos agressiva, ele considera essa projeção mais plausível.

A CryptoQuant informou que o Bitcoin fechou acima de sua média móvel de 365 dias, situada em US$ 80.500, pela primeira vez desde março de 2023. Para a empresa, o movimento confirma um novo mercado de alta. A mesma média identificou os mercados de alta de 2019 e 2023, além do período final de 2021.

The Wolf Of All Streets, no X.

Níveis técnicos indicam suportes e resistências

O gráfico diário do TradingView mostra uma melhora após o Bitcoin superar a zona de oferta entre US$ 76.000 e US$ 81.000. O preço também rompeu US$ 82.303, patamar que provocou rejeições em maio e setembro. Além disso, a média móvel exponencial de 50 dias, em US$ 76.106, cruzou acima da média de 200 dias, em US$ 73.853.

A análise técnica atribuída ao Claude AI aponta US$ 82.300 como suporte decisivo. Nesse caso, a antiga resistência precisaria sustentar o preço após o rompimento. Acima desse patamar, a faixa entre US$ 88.000 e US$ 90.000 representa a próxima barreira de oferta.

Caso o Bitcoin supere essa região, o alvo seguinte aparece em US$ 98.330. Depois, a análise apresenta US$ 100.000 como uma meta mais provável para o fim do ano. Por outro lado, a média móvel de 365 dias, perto de US$ 80.500, funcionou como suporte durante o verão no Hemisfério Norte.

Correções ainda representam risco para a cotação

A região de US$ 73.836 oferece uma defesa adicional caso os suportes mais próximos não resistam. Ao mesmo tempo, o Bitcoin acumula valorização de cerca de 40% desde a mínima de julho. Entretanto, a queda diária de 2,78% demonstra como o sentimento do mercado pode mudar rapidamente.

A acumulação das grandes carteiras reforça a demanda observada no período. Apesar disso, o movimento não elimina o risco de correções no curto prazo. Portanto, o mercado acompanha tanto a resistência entre US$ 88.000 e US$ 90.000 quanto um possível novo teste de US$ 82.300.

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