Bitcoin busca US$ 80 mil após sinal de Michael Saylor
O Bitcoin voltou a mirar US$ 80 mil após recuperar parte das perdas associadas à violação de segurança relatada pela Binance. O movimento direcionou a atenção do mercado para as resistências de US$ 78.800 e US$ 79.800. Enquanto isso, Michael Saylor indicou que a Strategy pode ter espaço para outra compra de BTC. No entanto, a empresa não confirmou uma nova aquisição.
A recuperação ocorreu após uma varredura de liquidez abaixo da mínima de sexta-feira, conforme a análise de Michaël van de Poppe. O gráfico mostrou o Bitcoin reagindo a uma zona de demanda próxima de US$ 76 mil. Na sequência, a cotação avançou para perto de US$ 78 mil. Para ele, US$ 78.800 representa a primeira barreira relevante desse movimento.
Resistências limitam a recuperação do Bitcoin
A análise concentrou-se nas resistências imediatas abaixo de US$ 80 mil. Van de Poppe apontou US$ 78.800 e US$ 79.800 como níveis necessários para reconstruir o impulso comprador. Assim, a retomada desses patamares poderia acelerar a valorização. Por outro lado, o mercado ainda pode passar por uma consolidação antes de avançar.
O Bitcoin enfrentará testes em US$ 80 mil. A cotação buscou a mínima de sexta-feira, e o mercado retirou a liquidez abaixo daquele nível durante a correção ligada à Binance. Isso já aconteceu. Agora, se o mercado capturou o lado comprador, encontraremos o próximo movimento em algum momento.
Michaël van de Poppe, no X.
A incerteza aumentou após a Binance divulgar, em 29 de outubro, o roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões de suas carteiras quentes. Como resultado, a plataforma suspendeu temporariamente os saques e reforçou suas medidas de segurança. Depois disso, relatos indicaram a retomada das retiradas de Bitcoin e Ether em 1º de novembro. Contudo, a investigação sobre o incidente permaneceu aberta.
Saídas dos ETFs aumentam a cautela
Ao mesmo tempo, os fluxos dos fundos sinalizaram maior cautela entre os investidores. Dados da Farside Investors mostraram saídas de US$ 643,2 milhões dos ETFs de Bitcoin dos Estados Unidos em 30 de outubro. O IBIT, da BlackRock, registrou retiradas de US$ 233,7 milhões. Já o FBTC, da Fidelity, perdeu US$ 201 milhões.
Essas saídas interromperam quatro sessões consecutivas de entradas nos fundos. Com isso, os ETFs adicionaram outra camada de cautela à análise do preço do Bitcoin. A cotação ainda precisava superar US$ 79.800 para fortalecer a recuperação. Caso a reação perdesse força, Van de Poppe considerava possível um novo teste abaixo de US$ 75 mil.
Strategy mantém reserva de 848.517 BTC
Michael Saylor afirmou que a Strategy encontrou espaço para ainda mais laranja, em referência aos marcadores de compra do StrategyTracker. O gráfico anexado à publicação listava 119 eventos de compra e 848.517 BTC. Naquele momento, as reservas valiam cerca de US$ 66 bilhões. Ainda assim, a publicação não anunciou qualquer transação nova.
Encontramos espaço para ainda mais laranja.
Michael Saylor, no X.
Um registro da Strategy de 26 de outubro confirmou que a companhia não comprou Bitcoin na semana anterior. As reservas existentes tinham custo total de US$ 64,02 bilhões, com preço médio de aquisição de US$ 75.446 por unidade. Por sua vez, a empresa gastou US$ 204,9 milhões na recompra de ações preferenciais STRC. Assim, o sinal de Saylor contrastou com a pausa documentada na acumulação.
Uma análise anterior da Glassnode identificou a faixa entre US$ 80 mil e US$ 81.500 como base de custo dos ETFs e tesourarias corporativas. Além disso, o levantamento apontou grupos de venda e liquidação entre US$ 85 mil e US$ 87.500. O Bitcoin permanecia abaixo da primeira faixa naquele momento. Dessa maneira, o mercado acompanhava US$ 79.800 mais de perto do que uma compra ainda não anunciada pela Strategy.
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