Bitcoin cai a US$ 66 mil com risco de queda a US$ 50 mil
O Bitcoin iniciou a quinta-feira (12) pressionado por novas ondas de venda após um relatório mais cauteloso do Standard Chartered. A movimentação levou a criptomoeda a tocar US$ 65.079 antes de recuperar parte do terreno e operar acima de US$ 66 mil. No acumulado das últimas 24 horas, o ativo registrou leve recuo próximo de 1%, mantendo a oscilação intensa vista ao longo da semana.
A volatilidade recente reforça a dificuldade do mercado em sustentar níveis mais altos, já que tentativas de recuperação perdem força rapidamente diante do cenário macroeconômico mais incerto.
Revisão do Standard Chartered amplia cautela
O sentimento do mercado piorou depois que o Standard Chartered reduziu sua projeção de preço do Bitcoin para o final de 2026. A instituição agora prevê US$ 100 mil, ante estimativas anteriores entre US$ 150 mil e US$ 300 mil. Segundo os analistas, o ativo pode ainda recuar até a região de US$ 50 mil antes de estabilizar novamente.
Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco, afirmou que uma capitulação nos preços pode ocorrer nos próximos meses. Ele aponta como causas o ambiente econômico mais desafiador, a revisão das expectativas sobre cortes de juros nos EUA e a queda no fluxo institucional via ETFs de Bitcoin.
A participação dos investidores nesses fundos diminuiu de forma expressiva desde o pico alcançado no fim de 2025. A estimativa atual mostra que o volume total está aproximadamente 100 mil BTC abaixo do recorde, evidenciando uma demanda institucional mais fraca durante a recente correção.
Mercado segue distante das máximas históricas
Mesmo com movimentos bruscos, o Bitcoin permanece mais de 45% abaixo da máxima registrada em outubro, quando ultrapassou US$ 126 mil. Na semana passada, o ativo chegou a operar perto de US$ 60 mil, reforçando a força da correção que domina o mercado desde o início do ano.
Ainda assim, cerca de metade do fornecimento em circulação segue em lucro. Esse dado sugere que o mercado não atingiu um nível de estresse extremo, como já ocorreu em ciclos anteriores de baixa.

O que pode influenciar o preço no curto prazo
De acordo com especialistas, o comportamento do Bitcoin nas próximas semanas dependerá da capacidade de manter a faixa entre US$ 69 mil e US$ 72 mil. Vista agora como suporte decisivo. Esse suporte ganhou importância, logo após o preço perder o patamar técnico situado entre US$ 98 mil e US$ 100 mil.
Se o ativo se estabilizar nos níveis atuais e voltar a superar os US$ 84 mil, decerto, uma recuperação mais ampla poderá ganhar força. No entanto, se o preço semanal cair abaixo de US$ 69 mil, analistas afirmam que o mercado pode recuar até a faixa média ou baixa dos US$ 60 mil.
No momento, a combinação entre a redução das projeções para 2026, a queda no interesse pelos ETFs e a dificuldade em recuperar níveis estratégicos adiciona pressão ao Bitcoin. Assim, investidores permanecem cautelosos enquanto observam se o mercado conseguirá evitar um movimento de baixa ainda mais profundo.