Bitcoin cai a US$ 83 mil com petróleo e juros em alta
Petróleo e rendimentos dos títulos pressionam mercados
Wall Street iniciou a semana sob pressão, diante da alta do petróleo, dos rendimentos dos títulos e das preocupações geopolíticas. Nesse cenário, o Bitcoin recuou para perto de US$ 83 mil. A queda ocorreu apesar da forte demanda recente por ETFs da criptomoeda. Ao mesmo tempo, notícias envolvendo Nvidia, MongoDB, SpaceX, Citigroup e Coinbase movimentaram os mercados.
Os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones caíram durante a sessão. A pressão aumentou depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para encerrar o conflito entre os dois países. Como resultado, os preços do petróleo avançaram e reforçaram as preocupações com a inflação. Com isso, investidores reduziram a exposição a investimentos considerados mais arriscados.
Além do petróleo, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram. Esse movimento reduziu a atratividade relativa das ações de crescimento com avaliações elevadas. Afinal, investidores comparam o retorno potencial desses papéis com os ganhos disponíveis na renda fixa. Portanto, petróleo caro, juros altos e incerteza geopolítica pesaram sobre ações e criptomoedas.
Nvidia amplia autorização para recompra de ações
A Nvidia aumentou em US$ 150 bilhões sua autorização para recomprar ações. A medida representa a maior autorização de recompra já anunciada por uma empresa dos Estados Unidos. Logo após a divulgação, os papéis da companhia avançaram quase 2%. Além disso, as ações acumulavam valorização superior a 20% no ano.
A decisão amplia a capacidade da Nvidia de devolver recursos aos acionistas. A empresa continua gerando forte fluxo de caixa com as vendas de chips destinados à inteligência artificial. Ainda assim, o mercado negociava a ação por um dos menores múltiplos de lucro da companhia em mais de uma década. Por sua vez, a MongoDB enfrentou forte queda após uma mudança em seu comando.
Chirantan “CJ” Desai deixou o cargo de CEO da MongoDB para assumir uma nova área de negócios da Meta Platforms. A unidade pretende levar a tecnologia de inteligência artificial da Meta para clientes corporativos. Dessa forma, a saída do executivo aumentou a pressão sobre as ações da MongoDB. Enquanto isso, investidores avaliaram os possíveis efeitos da mudança sobre a estratégia da empresa.
SpaceX avança e Citi reforça parceria com Coinbase
A SpaceX alcançou um marco com a Starship durante seu 14º voo de teste. O foguete entrou em órbita pela primeira vez e lançou satélites Starlink de nova geração. Contudo, um problema em um motor fez a missão terminar antes do previsto. Mesmo assim, o voo representou um avanço para o programa espacial da empresa.
No setor financeiro, o Citigroup teria escolhido a Coinbase para apoiar pagamentos corporativos com stablecoins. A iniciativa amplia a relação que as duas empresas já mantêm. Anteriormente, Citi e Coinbase anunciaram planos para desenvolver serviços com ativos digitais destinados a clientes institucionais. Assim, a aproximação entre instituições financeiras tradicionais e o mercado cripto continuou ganhando espaço.
O movimento ocorreu em um dia de instabilidade nos mercados globais. Paralelamente, empresas de tecnologia mantiveram o foco em inteligência artificial, recompras de ações e soluções corporativas. Já as instituições financeiras avançaram em serviços que conectam sistemas tradicionais à infraestrutura baseada em blockchain. Nesse contexto, as stablecoins ganharam destaque como instrumento para pagamentos empresariais.
ETFs atraem aportes apesar da queda do Bitcoin
O Bitcoin caiu cerca de 1,7% e se aproximou de US$ 83 mil. A cotação da principal criptomoeda acompanhou a baixa registrada nas ações. Por outro lado, o índice CoinDesk 100 recuou aproximadamente 2,6%. O resultado indicou uma fraqueza mais ampla no mercado de criptomoedas.
A queda ocorreu apesar da forte procura institucional registrada na semana anterior. Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos receberam cerca de US$ 2,4 bilhões em aportes. Por sua vez, os ETFs de Ether atraíram aproximadamente US$ 690 milhões no mesmo período. Apesar disso, os fluxos não impediram a desvalorização das principais criptomoedas durante a sessão.
Agora, os mercados equilibram os gastos com inteligência artificial, as recompras corporativas e a demanda pelos ETFs de criptomoedas. Em contrapartida, petróleo mais caro e rendimentos elevados dos títulos continuam limitando o apetite por risco. Somam-se a isso as tensões geopolíticas, que ampliam a busca por investimentos considerados defensivos. Dessa maneira, ações e criptomoedas permanecem pressionadas, mesmo diante dos aportes institucionais recentes.
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