Bitcoin cai e ETFs têm saídas de US$ 1,22 bi
Bitcoin recua sob pressão do petróleo e dos juros
O Bitcoin enfrentou forte pressão entre 5 e 9 de outubro. A criptomoeda começou o período acima de US$ 87 mil. Contudo, a cotação caiu para cerca de US$ 80,4 mil na quinta-feira, 8 de outubro. Na sexta-feira, o Bitcoin recuperou parte das perdas e voltou para perto de US$ 82,5 mil.
A alta dos preços do petróleo contribuiu para a queda. As tensões envolvendo o Irã elevaram os custos da commodity e aumentaram a cautela dos investidores. Como resultado, as criptomoedas e outros investimentos considerados arriscados perderam força. Ao mesmo tempo, os rendimentos mais altos dos títulos do Tesouro dos EUA ampliaram a pressão.
Além disso, operadores esperam que o Federal Reserve mantenha os juros restritivos por mais tempo. Nesse contexto, o cenário reduziu o apetite por risco nos mercados. O sentimento melhorou após o presidente Donald Trump afirmar que os EUA não atacariam o Irã antes das eleições legislativas de novembro. Ainda assim, as perdas anteriores continuaram afetando as negociações.
Liquidações e resgates em ETFs ampliam as perdas
A onda de vendas provocou liquidações expressivas no mercado de derivativos de criptomoedas. Cerca de US$ 1,19 bilhão em posições alavancadas saiu do mercado nas 24 horas anteriores à sexta-feira. Desse total, o Ether respondeu por aproximadamente US$ 356 milhões. Enquanto isso, as liquidações de Bitcoin somaram cerca de US$ 298 milhões.
Os fluxos dos fundos também indicaram retirada de capital do mercado. Os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA registraram saídas líquidas de US$ 678,9 milhões entre 5 e 9 de outubro. Já os ETFs de Ether à vista perderam outros US$ 542,2 milhões no mesmo intervalo. Portanto, os produtos acumularam aproximadamente US$ 1,22 bilhão em saídas, conforme dados da Farside Investors.
Durante a queda, o Ethereum chegou perto de US$ 2,5 mil. Solana, XRP e outras altcoins relevantes também perderam valor. Dessa forma, a retração atingiu diferentes segmentos do mercado de criptomoedas. Agora, os investidores acompanham os rendimentos dos Treasuries e os próximos fluxos dos ETFs.
Regulação, Samsung e OKX movimentam o setor
Em 5 de outubro, a Financial Crimes Enforcement Network, ligada ao Tesouro dos EUA, retirou duas propostas regulatórias. Ambas tratavam de exigências de reporte para carteiras de autocustódia e serviços de mistura de criptomoedas. Em contraste, a Commodity Futures Trading Commission lançou uma nova iniciativa. A agência abriu uma consulta pública sobre negociações alavancadas de criptomoedas por investidores de varejo.
A proposta pode criar uma categoria de plataformas de negociação reguladas em âmbito nacional. Entretanto, regras mais amplas ainda dependem de uma legislação que o Congresso não aprovou. Por outro lado, a consulta indica que as autoridades continuam discutindo estruturas específicas para o setor. Assim, o cenário regulatório permanece em transformação nos Estados Unidos.
Projetos avançam apesar da correção do mercado
A OKX anunciou novos aportes de Circle, Ripple, Qube Research & Technologies e SC Ventures, braço da Standard Chartered. A exchange informou que o acordo avaliou o negócio em US$ 25 bilhões antes da entrada dos recursos. Enquanto isso, a Samsung revelou transferências de USDC diretamente pela Samsung Wallet. O recurso chegará ainda em outubro aos usuários elegíveis de celulares Galaxy nos Estados Unidos.
Cerca de 82 milhões de aparelhos elegíveis poderão acessar pagamentos internacionais com criptomoedas. Assim, os usuários não precisarão instalar um aplicativo separado para enviar os recursos. Em seguida, a atualização Glamsterdam do Ethereum concluiu o teste programado na rede Sepolia em 6 de outubro. O marco representa outra etapa antes da futura implementação na rede principal.
Paralelamente, a Sui revelou mais de US$ 500 milhões em compromissos de financiamento para a Hashi. A nova plataforma financeira, lastreada em Bitcoin, pretende lançar sua rede principal em fases. A fabricante de carteiras físicas Ledger também investigou relatos de furtos ligados a dispositivos vendidos por um revendedor no Sudeste Asiático. Pesquisadores estimaram possíveis perdas superiores a US$ 86 milhões, embora ainda não exista confirmação do valor.
Os investidores aguardam os dados de inflação dos Estados Unidos programados para 14 de outubro. Nesse contexto, os rendimentos dos títulos do Tesouro continuarão no centro das atenções. Os próximos fluxos dos ETFs também poderão influenciar o mercado. Esses indicadores devem ajudar a definir o cenário imediato para o Bitcoin e outras criptomoedas.
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