Bitcoin Cash perde suporte e mira risco abaixo de US$ 200
O Bitcoin Cash rompeu para baixo uma faixa de negociação que sustentava o preço havia mais de dois anos. Com isso, o movimento reforçou a piora do cenário técnico de longo prazo. Em maio, a pressão vendedora levou o BCH abaixo do suporte crítico em US$ 272. Depois disso, o ativo testou a região de US$ 188, reagiu até US$ 240 e, no fim de junho, voltou a perder força.
Além da queda em dólar, o desempenho relativo do BCH frente ao Bitcoin também enfraqueceu de forma expressiva. Naquele período, a desvalorização acumulada se aproximou de 42%, enquanto a correção avançou por junho. Ao mesmo tempo, o Bitcoin encontrou dificuldade para retomar a faixa acima de US$ 67 mil. Por isso, o mercado de criptomoedas manteve viés baixista, com atenção à capacidade do Bitcoin Cash de defender a área de US$ 200.
Indicadores semanais aumentam pressão sobre o BCH

No gráfico semanal, o impulso de baixa ganhou intensidade em maio. O Money Flow Index (MFI) caiu de 49,8 na segunda semana daquele mês para 14,64 na terceira semana de junho. Dessa forma, o indicador passou a sinalizar forte saída de capital. Além disso, o Chaikin Money Flow (CMF) recuou abaixo de -0,05, o que reforçou a pressão vendedora persistente.
Outro ponto decisivo aparece no fundo de oscilação de agosto de 2023, em US$ 165,4. A partir desse nível, o Bitcoin Cash iniciou a alta que levou o preço até US$ 719. Portanto, essa mínima passou a funcionar como uma referência essencial para a estrutura de mercado no gráfico semanal. Caso esse patamar seja perdido, a leitura estrutural de longo prazo ficará ainda mais baixista.
Em outras palavras, a sequência recente de topos e fundos enfraquecidos já indicava esse risco. Ademais, a recuperação observada após o salto vindo da região de US$ 188 não conseguiu restaurar a força compradora.
Curto prazo ainda mostra tentativas de reação

No gráfico de 4 horas, a estrutura mostrava um viés mais construtivo. O CMF marcava +0,12 e, assim, sugeria predominância compradora no curto prazo. Ainda assim, o ativo seguia em retração. Ao longo da última semana observada, os compradores tentaram defender o suporte em US$ 209,3 com insistência.
Embora uma queda até US$ 196,9 pudesse parecer interessante à primeira vista, o quadro mais amplo limitava essa interpretação. Afinal, a tendência principal seguia negativa. Desse modo, os sinais positivos de curto prazo permaneciam condicionados por uma estrutura maior ainda fragilizada.
Mapa de liquidações reforça risco de nova queda

O mapa de liquidações mostrou que a alta até US$ 255 provavelmente funcionou como uma busca por liquidez. Ainda havia uma faixa de liquidações de posições vendidas não capturada ao redor de US$ 260. Nesse sentido, o rali registrado no início do mês perdeu fôlego logo após tocar US$ 255 e, desde então, entrou em retração.
No curtíssimo prazo, a análise apontava possíveis repiques até US$ 227 e US$ 243. No entanto, a leitura predominante seguia de continuidade da fraqueza. Por conseguinte, aumentou a probabilidade de o preço voltar a operar abaixo de US$ 200, sobretudo por causa do impulso baixista consolidado desde maio.
Em suma, o Bitcoin Cash rompeu a faixa que sustentava seu preço por mais de dois anos, perdeu o suporte de US$ 272, reagiu de US$ 188 até US$ 240 e voltou a enfraquecer. Além disso, indicadores como MFI e CMF no gráfico semanal continuaram apontando saída de força compradora. Assim, os níveis de US$ 209,3, US$ 200 e US$ 165,4 seguem como referências centrais para os próximos movimentos do BCH.