Bitcoin: Citi corta projeção para US$112 mil
O Bitcoin teve sua projeção revisada pelo Citigroup, que agora estima o ativo em cerca de US$112.000 nos próximos 12 meses. Anteriormente, o banco trabalhava com um cenário mais otimista, próximo de US$143.000. A revisão reflete, segundo a instituição, incertezas regulatórias nos Estados Unidos, que podem estar limitando o ritmo de novos aportes institucionais.
Estratégistas do banco avaliam que o avanço mais lento na agenda regulatória cripto pesou na decisão. O mercado chegou a precificar mudanças mais rápidas após o ciclo eleitoral, mas esse cenário ainda não se consolidou, o que reduziu o otimismo no curto prazo.
Nesse contexto, discussões sobre estrutura de mercado e stablecoins são vistas como peças-chave para destravar fluxos mais robustos via ETFs. No entanto, a ausência de diretrizes claras ainda mantém parte dos investidores cautelosa.
Ambiente regulatório segue como fator de pressão
Atualmente, o Bitcoin opera abaixo da faixa de US$90.000, em um movimento que sugere equilíbrio entre compradores e vendedores. Apesar disso, a expectativa por preços de seis dígitos continua presente, embora com um horizonte mais alongado.
O Citigroup também revisou sua estimativa para o Ethereum, agora em torno de US$3.175, ante cerca de US$4.304 anteriormente. Assim, o ajuste não se limita ao Bitcoin e indica uma reavaliação mais ampla do setor.
A previsão do Citigroup para o Bitcoin nos próximos 12 meses foi reduzida para US$ 112.000, ante os US$ 143.000 anteriores.
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Além disso, analistas do banco indicam que a janela para aprovação de leis relevantes em 2025 pode estar se estreitando. Sem maior clareza regulatória, o capital institucional tende a adotar uma postura mais cautelosa, o que pode adiar novos fluxos relevantes.
Em cenários anteriores, o banco chegou a considerar projeções mais agressivas, próximas de US$189.000. Contudo, essas estimativas dependiam de mudanças políticas mais rápidas, que até o momento não se confirmaram.
ETFs e decisões políticas no radar
No curto prazo, o fluxo de capital em ETFs de Bitcoin segue como um dos principais indicadores. Caso as entradas permaneçam limitadas, a projeção atual pode enfrentar desafios. Por outro lado, uma retomada consistente tende a melhorar o sentimento do mercado.
Interesse institucional ainda sustenta o cenário
Apesar do tom mais cauteloso, o interesse institucional não desapareceu. Movimentos recentes de grandes gestoras, como a BlackRock, sinalizam que a exposição ao Bitcoin continua no radar de players relevantes, ainda que em ritmo variável.
Além disso, dados on-chain sugerem retomada de acumulação por grandes carteiras, comportamento que historicamente antecede ciclos de valorização. Ainda assim, sem catalisadores regulatórios claros, esse processo pode levar mais tempo para se refletir nos preços.
Enquanto isso, investidores de curto prazo seguem pressionando o mercado. Por outro lado, a absorção dessas vendas por grandes participantes indica confiança estrutural, sugerindo um momento de transição.
Em um cenário mais construtivo, o Bitcoin precisaria recuperar a região de US$92.000 com volume consistente para reforçar a tese de alta. Além disso, uma postura mais flexível do Federal Reserve pode atuar como suporte adicional.
Por outro lado, uma perda da faixa de US$84.000 pode levar o ativo a níveis inferiores, possivelmente entre US$70.000 e US$72.000. Nesse caso, a ausência de avanços regulatórios tenderia a ampliar a pressão. O Citi também considera cenários mais conservadores, próximos de US$78.500.
O equilíbrio entre regulação e fluxo institucional deve continuar sendo determinante. Dessa forma, o mercado tende a reagir diretamente a sinais vindos de Washington.
Em síntese, a revisão do Citigroup reforça um cenário de cautela no curto prazo. Ainda assim, fatores como interesse institucional e acumulação por grandes investidores indicam que a tese de longo prazo para o Bitcoin permanece em aberto.