Bitcoin da Strategy perde US$ 6,12 bi em valor

As reservas de Bitcoin da Strategy, Inc. (NASDAQ: MSTR) perderam US$ 6,12 bilhões em valor de mercado em 2026. A companhia ampliou sua posição ao longo do ano, mas a queda do ativo pressionou o valor total sob custódia.

No começo de 2026, a posição da Strategy valia cerca de US$ 37,16 bilhões. Em 19 de junho de 2026, esse montante recuou para US$ 31,06 bilhões, com base em dados da Arkham Intelligence. Dessa forma, a retração acumulada no ano chegou a 16,47%.

Reservas de Bitcoin da Strategy

Fonte: Arkham Intelligence

Além disso, o movimento acompanhou a correção do próprio Bitcoin em 2026. A criptomoeda caiu cerca de 27,06% no ano, com redução aproximada de US$ 23.901 por unidade. Assim, mesmo com novas aquisições, a queda de preço superou o aumento na quantidade de moedas.

Tesouraria aumenta quantidade de BTC

Ainda assim, a Strategy seguiu expandindo sua reserva. A empresa começou 2026 com 420.690 BTC e chegou a cerca de 481.770 BTC até a publicação dos dados. Em outras palavras, a companhia adicionou aproximadamente 61.080 BTC no período, avanço de 14,52% sobre o saldo inicial do ano.

Michael Saylor manteve o Bitcoin no centro da estratégia corporativa. Para sustentar essa expansão, a Strategy continuou usando seu programa de oferta de ações no mercado, conhecido como at-the-market, ou ATM. Entre 8 e 14 de junho de 2026, por exemplo, a companhia vendeu 1.732.553 ações da MSTR por esse mecanismo e levantou US$ 209 milhões.

Em seguida, parte desses recursos financiou a compra de 1.587 BTC. Nesse sentido, a empresa não reduziu o ritmo de acumulação, mesmo em um ambiente de preços mais fracos no mercado de criptomoedas.

ATM sustenta compras em meio à correção

Com efeito, a estratégia da Strategy continua baseada em ampliar a exposição ao Bitcoin enquanto o mercado corrige. Ao passo que o valor de mercado da tesouraria caiu, o volume de BTC sob custódia avançou de forma relevante. Portanto, o foco da empresa segue concentrado na acumulação de longo prazo.

Além disso, a continuidade das compras mostra que a gestão aceitou a volatilidade do ativo como parte do plano corporativo. Embora o recuo anual tenha sido expressivo, a companhia manteve a direção estratégica observada desde ciclos anteriores.

Críticas se intensificam após queda do ativo

Por outro lado, a política de compras recorrentes voltou a atrair críticas no mercado. Entre os críticos está Peter Schiff, economista-chefe e estrategista global da Europac. Para Schiff, Michael Saylor pode enfrentar pressão caso a Strategy precise vender Bitcoin para cumprir obrigações financeiras, como o pagamento de dividendos.

“O castelo de cartas financeiro que Saylor construiu está desmoronando. O desconto por ação da MSTR em relação às suas participações em Bitcoin está disparando, a STRC está afundando, e o próprio Bitcoin está rompendo para baixo, arrastando o restante do mercado de criptomoedas junto”, afirmou Schiff.

@PeterSchiff no X

No entanto, Michael Saylor minimizou as críticas à política de acumulação. A Strategy, por sua vez, manteve compras em 2026, mesmo após a perda bilionária no valor de mercado da posição.

Até 19 de junho de 2026, portanto, a Strategy reunia aproximadamente 481.770 BTC, ante 420.690 BTC no começo do ano. Ao mesmo tempo, o valor total dessas reservas caiu de US$ 37,16 bilhões para US$ 31,06 bilhões, em meio à desvalorização de 27,06% do Bitcoin e à continuidade das compras via programa ATM.